Mostrando postagens com marcador Energia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Energia. Mostrar todas as postagens

Mini geradores tiram energia das vibrações do meio ambiente

Energia das vibrações
Minúsculos geradores desenvolvidos na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, são capazes de produzir eletricidade suficiente para alimentar relógios de pulso, marcapassos, sensores sem fios ou diversos outros aparelhos de baixo consumo de energia.
Ao contrário das pilhas comuns, que utilizam reações químicas, ou mesmo das pilhas recarregáveis, que exigem novas cargas periódicas, os minigeradores produzem energia a partir das vibrações presentes no meio ambiente.
Estas vibrações estão presentes em quase toda parte - no andar do ser humano, por exemplo - mas são mais intensas nas áreas urbanas, onde são produzidas pelo tráfego de automóveis em viadutos e pontes ou pelo funcionamento das máquinas nas fábricas.

Mini geradores
A geração de energia a partir de vibrações teve um impulso recente com o trabalho de cientistas da Universidade de Duke, também nos Estados Unidos, que demonstraram ser possível gerar energia a partir de vibrações de frequências variáveis - veja http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=geradores-ajustaveis-energia-movimentos-natureza&id=010115091120.
Até então, quase todos os dispositivos semelhantes apresentavam capacidades mais limitadas porque dependiam de movimentos previsíveis e regulares.
Uma borracha que gera energia e nanofios que exploram a energia mecânica do ambiente estão entre os desenvolvimentos mais promissores na área.

Geradores piezoelétricos
Os pesquisadores agora construíram três protótipos de geradores alimentados por vibração, e já estão preparando um quarto, de maior eficiência.
Nos dois primeiros, a conversão de energia é realizada através da indução eletromagnética, com uma bobina móvel, que oscila sob a ação das vibrações, ficando submetida a um campo magnético variável. Este é um processo semelhante ao dos grandes geradores que estão funcionamento em todas as usinas elétricas, qualquer que seja a fonte de energia cinética para seu acionamento.
Já o minigerador mais recente, e o menor de todos, mede cerca de 1 centímetro cúbico, usa um material piezoelétrico - um tipo de material que produz eletricidade quando sofre uma ação mecânica.
O minigerador produzir até 0,5 miliwatt (ou 500 microwatts) a partir das vibrações normais de um ser humano movimentando-se no dia a dia. Embora pareça pouco, essa energia é muito mais do que o necessário para alimentar um relógio de pulso, que consome entre 1 e 10 microwatts, ou um marcapasso, que gasta entre 10 e 50 microwatts.
Pilhas do futuro
Para avaliar o potencial da tecnologia, basta imaginar se cada pilha vendida hoje no comércio funcionasse com base nesse princípio, gerando energia indefinidamente, sem precisar recarregar e com uma vida útil avaliada em décadas.
O alívio sobre a matriz energética nacional que uma grande quantidade desses minigeradores piezoelétricos poderia permitir ainda não foi calculado, mas certamente equivaleria a várias usinas.
Os minigeradores, contudo, ainda produzem significativamente menos energia do que as pilhas e terão que evoluir bastante para alimentar dispositivos maiores.
Até lá, sua aplicação principal será na alimentação de sensores, que estão se espalhando com os conceitos de edifícios inteligentes e também para o monitoramento ambiental em larga escala e de forma contínua.
"Há uma questão fundamental que precisa ser respondida, que é como alimentar os dispositivos eletrônicos sem fios que estão se tornando onipresentes," disse Khalil Najafi, que está desenvolvendo os minigeradores juntamente com seu colega Tzeno Galchev. "Há muita energia por aí, sob a forma de vibrações, que pode e deve ser aproveitada."

Empresa alemã revela maior barco a energia solar do mundo

A empresa alemã Knierim Yacht Club revelou neste fim de semana o PlanetSolar. O barco é o maior do mundo movido a energia solar. São 31 metros de comprimento e 15 metros de largura e um total de 38 mil placas fotovoltaicas para gerar energia. São mais de 500 metros quadrados de painéis para cultivar este tipo de geração de eletricidade. Ideia do designer suíço Raphaël Domjan, espera-se que o veículo consiga produzir constantemente até 103.4KW por hora de energia solar para manter o motor funcionando, que precisa de apenas 20KW por hora para manter uma velocidade de cerca de oito nós (cerca de 15 km/h). O barco, entretanto, tem a capacidade de chegar até a 15 nós de velocidade (aproximadamente 28 km/h).
O veículo pode levar até 50 passageiros e fará uma percurso global a partir de abril de 2011, em que passará por lugares como Austrália, Cingapura, Estados Unidos, Espanha e França. Construído na cidade de Kiel, na Alemanha, o barco custou cerca de R$ 43,6 milhões para ser finalizado.




Lâmpadas de nanofibras superam incandescentes e fluorescentes compactas

Pesquisadores dos Laboratórios RTI, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova tecnologia de iluminação que é mais eficiente do que as lâmpadas incandescentes comuns em sua capacidade de converter eletricidade em luz.
Do lado ambiental, a tecnologia não usa mercúrio, o que a torna mais ambientalmente segura do que as lâmpadas fluorescentes compactas, as chamadas lâmpadas PL, e as demais fluorescentes.
Lâmpadas de nanofibras
As novas lâmpadas são construídas a partir de uma estrutura de nanofibras que, ao contrário dos filamentos das lâmpadas incandescentes, podem ser controladas com precisão no momento da fabricação, permitindo um gerenciamento inédito da intensidade da luz emitida e, portanto, da quantidade de eletricidade consumida.
Nanofibras são fibras com diâmetros medidos em nanômetros - 1 nanômetro equivale a 1 bilionésimo de metro. As minúsculas dimensões dessas fibras fazem com que elas apresentem propriedades físicas e elétricas muito diferentes dos mesmos materiais em dimensões maiores.
Lâmpadas de estado sólido
Os pesquisadores trabalharam com dois tipos de estruturas construídas com nanofibras: refletores de nanofibras e nanofibras fotoluminescentes, conhecidas como PLN (PhotoLuminescent Nanofibers).
Por emitirem luz a partir das nanofibras, as novas lâmpadas são classificadas como lâmpadas de estado sólido, a mesma categoria ocupada pelos LEDs e OLEDs. Para uma opção mais recente, veja LED orgânico mais barato e reciclável é criado com grafeno.
Ao mesclar os dois materiais, que podem ser considerados como tecnologias por si sós, com várias possibilidades de aplicação, os pesquisadores conseguiram fabricar lâmpadas de alta eficiência, capazes de gerar até 55 lumens de luz por watt de energia consumida.
Esta eficiência é mais do que cinco vezes maior do que a das lâmpadas incandescentes tradicionais, já no mercado. Mais recentemente, várias tecnologias têm possibilitado aumentos consideráveis na eficiência das lâmpadas incandescentes.
Duplamente ecológica
A nova tecnologia de iluminação de estado sólido produz uma luz esteticamente agradável, com propriedades de cor que não são encontradas nas lâmpadas fluorescentes compactas. As novas lâmpadas apresentam índices de renderização de cor acima de 90 para branco quente, branco neutro e branco suave.
"Usando as tecnologias flexíveis das nanofibras fotoluminescente para controlar a emissão de luz, [nós] abrimos as portas para a criação de novos designs para a iluminação de estado sólido,", diz Lynn Davis, coordenador da equipe que desenvolveu as novas lâmpadas. "Essa nova classe de materiais oferece soluções de iluminação eficientes, seguras e com excelente relação custo-benefício."
"Como a iluminação é responsável pelo consumo de quase um quarto de toda a eletricidade gerada, a nossa tecnologia pode ter um impacto significativo na redução do consumo de energia e nas emissões de dióxido de carbono", disse Davis. "A tecnologia também não contém mercúrio, o que a torna mais ecológica e mais seguros para se lidar do que as lâmpadas fluorescentes compactas e as outras lâmpadas fluorescentes."
Os pesquisadores estão procurando parceiros na indústria para a viabilização da produção das novas lâmpadas em escala comercial. Segundo eles, os primeiros produtos baseados na nova tecnologia deverão estar no mercado daqui entre três e cinco anos.

LED orgânico mais barato e reciclável é criado com grafeno

O grafeno parece mesmo decidido a dominar o mundo. Em poucos meses, essa "tela de galinheiro" da era nanotecnológica alcançou a escala industrial, virou padrão de referência da eletrônica e gerou um transístor que supera seus rivais de silício.
Não satisfeito, o grafeno - uma folha de carbono com apenas um átomo de espessura - agora chegou aos dispositivos sólidos emissores de luz, um campo até hoje dominado pelos LEDs tradicionais e pelos LEDs orgânicos (OLEDs).
Papéis luminosos e telas de enrolar
Pesquisadores suecos e norte-americanos conseguiram produzir o primeiro dispositivo emissor de luz orgânico com grafeno - o grafeno substitui um metal raro e caro e de difícil reciclagem.
A invenção, que abre caminho para papéis de parede que se acendem e telas que podem ser enroladas, tudo feito inteiramente de plástico, foi fabricado por cientistas das universidades de Linköping e Umeå, na Suécia, e da Universidade do Estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos.
LEDs de plástico
Os OLEDs - LEDs orgânicos, que possuem carbono em sua composição, também chamados de LEDs de plástico - foram recentemente introduzidos comercialmente em celulares, câmeras digitais e TVs super finas.
Um OLED consiste de uma camada de plástico, contendo compostos emissores de luz, colocada entre dois eletrodos, um dos quais deve ser transparente, para que a luz passe.
Apesar de terem vantagens suficientes para já estarem no mercado, os OLEDs têm uma desvantagem - o eletrodo transparente é feito com a liga metálica óxido de estanho-índio. O índio é um metal raro e caro e, além disso é muito difícil de ser reciclado.

LEC
O que os pesquisadores conseguiram agora foi construir uma alternativa aos OLEDs, que eles chamaram de LEC - Light-emitting Electrochemical Cell, células eletroquímicas emissoras de luz.
A nova célula usa um eletrodo de grafeno quase totalmente transparente em substituição ao índio. Por decorrência, o novo componente emissor de luz fica muito mais barato e pode ser facilmente reciclado.
Por usar carbono, o LEC também é orgânico, assemelhando-se mais aos OLEDs do que aos LEDs. OLEC certamente seria uma sigla mais adequada, ainda que é de se esperar que outros pesquisadores questionem a criação de uma categoria nova para os "OLEDs de grafeno".

Iluminação orgânica
"Este é um grande passo no desenvolvimento de componentes orgânicos para iluminação, tanto do ponto de vista tecnológico quanto ambiental. Espera-se que os componentes eletrônicos orgânicos tornem-se extremamente comuns em novas aplicações no futuro, mas isto pode criar problemas sérios de reciclagem. Usando o grafeno, em vez dos eletrodos de metal convencional, os componentes do futuro serão muito mais fáceis de reciclar," diz Nathaniel Robinson, um dos criadores do OLEC.
Pesquisadores de todo o mundo têm tentado substituir o óxido de índio e estanho dos LEDs há anos. O índio está cada vez mais escasso e a liga tem um ciclo de vida complicado. A matéria-prima para os LECs, por outro lado, essencialmente carbono, é inesgotável e pode ser totalmente reciclada.
Impressão de componentes eletrônicos
Todas as partes dos LECs podem ser produzidas a partir de soluções líquidas, como já acontece com os OLEDs, tornando possível fabricá-los também pelo processo industrial contínuo conhecido como roll-to- roll, um processo parecido com a impressão, que torna os componentes individuais muito baratos.
"Isso permitirá a produção de componentes de iluminação inteiramente de plástico, de baixo custo e sob a forma de grandes folhas flexíveis. Esse tipo de iluminação, ou de tela, poderá ser enrolada ou ser aplicada como papel de parede ou nos tetos," diz Ludvig Edman, outro membro da equipe.
No processo de fabricação dos LECs, o grafeno é depositado na forma de uma solução de óxido de grafeno.

Borracha que gera energia poderá alimentar marcapassos e celulares

Engenheiros da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, desenvolveram folhas de borracha flexíveis capazes de gerar eletricidade a partir do movimento.
As folhas flexíveis poderão ser utilizadas na fabricação de acessórios, roupas e sapatos, aproveitando os movimentos naturais do corpo, como a respiração e o caminhar, para alimentar marcapassos, telefones celulares e outros equipamentos portáteis.

Piezoeletricidade
O material, composto por nanofitas de cerâmica incorporadas em folhas de borracha de silicone, gera eletricidade quando flexionado - um fenômeno conhecido como piezoeletricidade.
A ideia não é nova e já existem vários protótipos de nanogeradores que exploram a energia biomecânica e de vários tipos de músculos artificiais baseados no mesmo princípio.
Recentemente, foi vencido um grande desafio para o aproveitamento prático das vibrações de frequência variável da natureza na geração de eletricidade - veja Energia gerada a partir de movimentos da natureza rivaliza com baterias.
Mas esta é a primeira vez que os pesquisadores conseguem combinar com sucesso as nanofitas de titanato-zirconato de chumbo (PZT), um material cerâmico que é piezoelétrico, com o silicone, que é flexível, barato e biocompatível, já sendo utilizado em implantes e outros dispositivos médicos.
Piezo-borracha
Dentre os vários tipos de materiais piezoelétricos, o PZT é o mais eficiente que se conhece até hoje, sendo capaz de converter 80% da energia mecânica aplicada a ele em energia elétrica.
"O PZT é 100 vezes mais eficiente do que o quartzo, outro material piezoelétrico," explica Michael McAlpine, que liderou o projeto. "Você não gera tanta energia assim ao caminhar ou respirar, então você vai querer aproveitá-la da forma mais eficiente possível."
Os pesquisadores primeiro fabricaram as nanofitas de PZT - tiras tão estreitas que 100 delas colocadas lado a lado cabem em um espaço de um milímetro. Em um processo separado, eles incorporaram essas fitas em folhas de borracha de silicone, criando o que eles chamaram de "chips de piezo-borracha".

Tênis que geram energia
O uso do silicone faz os cientistas acreditarem que será muito mais fácil utilizar a sua piezo-borracha em dispositivos práticos, inclusive implantados no corpo humano.
"Os novos dispositivos geradores de eletricidade poderiam ser implantados no corpo para alimentar dispositivos médicos perpetuamente, e o corpo não os rejeitará," disse McAlpine.
Mas esta é só uma previsão, e o uso prático do novo material terá que ser antes avaliado pelas autoridades de saúde, devido principalmente à presença da cerâmica PZT. Nenhuma avaliação desse tipo foi feita nesta pesquisa.
Mas o uso externo do material não impõe tantas restrições. Tênis e sapatos feitos com a borracha piezoelétrica, por exemplo, poderão aproveitar os movimentos de uma caminhada ou de uma corrida para recarregar o celular ou alimentar o tocador de MP3. O mesmo poderia ser feito com coletes que utilizem o movimento do tórax durante a respiração.
Atuador para robôs
Além de gerar eletricidade quando é flexionado, o oposto também é verdadeiro: a piezo-borracha flexiona quando uma corrente elétrica é aplicada sobre ela.
Isso abre possibilidades para outros tipos de aplicações, como seu o uso em equipamentos médicos de microcirurgia, afirma McAlpine, sempre de olho na área médica.
Essa ação mecânica faz a piezo-borracha funcionar como um atuador, uma espécie de músculo artificial, de grande interesse na área de robótica, por permitir a construção de robôs mais leves, menores e com menor consumo de energia.
"A beleza [deste material] é que é tudo escalável," afirmou Yi Qi, coautor da pesquisa. "Conforme avançarmos na fabricação dessas borrachas, seremos capazes de fazer folhas maiores e maiores, capazes de gerar mais e mais energia."

Construído o maior laser do mundo

Rolos e mais rolos de fibras ópticas - medindo um total de 270 km - transformaram-se no maior laser do mundo.
O feito, alcançado por engenheiros do Reino Unido, Espanha e Rússia, poderá levar a uma visão radicalmente nova na transmissão de informações e nas comunicações criptografadas de alta segurança.

Perda de sinais
Quando as conversas telefônicas normais ou os dados enviados através da Internet são convertidos em luz, a fim de viajar através das redes de fibras ópticas, o sinal perde em torno de 5 por cento da sua potência a cada quilômetro que viaja.
Os sinais então têm que ser amplificados para garantir que eles cheguem ao seu destino. Esse processo consome energia, diminui a velocidade das comunicações e cria um ruído de fundo que afeta a qualidade dos sinais.

Laser Raman
Usando um processo físico chamado efeito Raman - um fenômeno natural que afeta a passagem da luz através de um material - os cientistas transformaram os quilômetros de fibras ópticas em um laser ultra longo, que passa a funcionar como um meio de transmissão capaz de reforçar os sinais.
Primeiro, lasers comuns injetam luz nas duas extremidades da fibra, o que faz com que alguns átomos da fibra liberem mais energia e emitam fótons (partículas de luz) com um comprimento de onda maior.
Estes fótons são refletidos de volta para a fibra por espelhos especiais instalados juntos a cada uma das extremidades.
A fibra óptica então armazena uma quantidade uniforme e estável de luz laser que viaja com os sinais e os reforça, permitindo que eles se movam ao longo da fibra em potência total, sem sofrer nenhuma perda, eliminando assim a necessidade de amplificação dos sinais.

Laser como meio de transmissão
Segundo o professor Sergei Turitsyn, da equipe da Universidade de Aston, no Reino Unido, o laser de fibra óptica ultra longo leva a tecnologia laser para territórios completamente novos.
"As demandas sobre os sistemas de comunicação estão aumentando significativamente, particularmente com o enorme crescimento do tráfego da Internet. Esta tecnologia oferece uma nova plataforma para melhorar a velocidade, a confiabilidade e a capacidade operacional dos sistemas de comunicação óptica de nova geração", disse o Prof Turitsyn.
"No entanto, ainda mais interessante é a forma fundamentalmente nova que o laser está sendo utilizado - como um meio de transmissão, e não como uma fonte de radiação coerente. Apesar de avanços extraordinários na ciência do laser, só recentemente os limites fundamentais do comprimento da cavidade do laser se tornaram alvo de pesquisas. Um conceito novo e importante aqui é que uma cavidade laser ultra longa implementada em fibra óptica pode ser vista como um tipo novo e único de meio de transmissão de informações. Isto pode levar a uma visão nova e radical sobre a transmissão de informações e sobre as comunicações seguras," conclui o pesquisador.

"Complete a bateria": baterias poderão ser reabastecidas com carga

Pesquisadores alemães apresentaram o conceito de um novo tipo de bateria recarregável que poderá fazer toda a diferença para os carros elétricos.
Quando a carga da bateria fica muito baixa, o eletrólito descarregado pode simplesmente ser substituído em um posto de reabastecimento por um novo fluido carregado - de forma tão fácil quanto encher o tanque de combustível.

Reabastecendo a bateria
As baterias de lítio oferecem hoje a melhor opção para alimentar os carros elétricos. Contudo, elas ainda pesam muito e demoram muito tempo para recarregar. E oferecem uma autonomia pequena, restringindo o uso dos veículos elétricos a percursos menores.
Os engenheiros do Instituto Fraunhofer acreditam ter encontrado uma solução promissora em um outro tipo de bateria, chamada bateria de fluxo redox - redox refere-se a uma reação de oxidação-redução.
"Estas baterias são baseadas em eletrólitos líquidos. Desta forma, elas podem ser recarregadas nos postos de abastecimento em poucos minutos - o eletrólito descarregado é simplesmente bombeado para fora e substituído por um fluido carregado," explica o engenheiro Jens Noack.
O fluido descarregado pode ser recarregado no próprio posto, sendo revendido a outro cliente. Os pesquisadores apontam ainda a possibilidade de fazer o recarregamento do fluidos utilizando energia solar ou a energia produzida por uma turbina de vento.

Baterias de fluxo redox
O princípio das baterias de fluxo redox não é novo - dois eletrólitos líquidos, contendo íons metálicos, fluem através de eletrodos porosos de grafite, separados por uma membrana que permite a passagem dos prótons. Durante esta troca de carga, uma corrente flui ao longo dos eletrodos, que pode então ser utilizada para alimentar qualquer dispositivo elétrico.
Estas baterias, até agora, apresentam a grande desvantagem de armazenar uma quantidade de energia significativamente menor do que as baterias de lítio. Equipado com baterias de fluxo redox tradicional, um veículo elétrico não teria uma autonomia muito maior do que 25 quilômetros.

Cinco vezes mais carga
O que os pesquisadores alemães conseguiram foi aumentar a densidade de carga das baterias redox em até cinco vezes, aproximando-se muito da autonomia oferecida pelas baterias de lítio instaladas nos carros elétricos e híbridos atuais, mas sem os inconvenientes destas.
A primeira célula da nova bateria já está pronta. Agora os engenheiros estão montando as diversas células para formar uma bateria. O próximo passo será otimizar o seu funcionamento, eventualmente aumentando ainda mais a capacidade de armazenamento de carga.
Por enquanto, como estão trabalhando apenas com protótipos da nova bateria, os veículos elétricos de teste são miniaturas, mas em escala precisa, com um décimo do tamanho e do peso de um veículo elétrico normal. Um veículo na escala de 1:5 já está em etapa final de preparação.

Mochila com carregador solar de celular é destaque de feira de eletrônicos na Ásia

A Shenzhen Enon Dynamic Technology Co. Ltd apresentou nesta quarta-feira (14) a novidade da companhia: uma célula solar que pode ser usada para carregar um telefone celular. Feita com tecnologia solar chinesa, a célula pode ser usada embutida em uma mochila, como mostra o modelo durante a Electronics Fair, feira de tecnologia realizada em Hong Kong. (Foto: Tyrone Siu/Reuters)

Celular 'verde' usa manivela em vez de tomada

A fabricante britânica TCL divulgou recentemente um celular “verde” que usar uma manivela para ser carregado. De acordo com o empresa-- que ganhou atenção de veículos como “Telegraph” e “BBC” --, girar a manivela por um minuto garante energia para 4 minutos de conversa no celular ou 45 minutos de músicas no tocador digital desse mesmo produto, que também tem um painel para ser recarregado com energia solar.
O preço da novidade ainda não foi divulgado. A mesma fabricante comercializa no Reino Unido um tocador digital de 4 GB, como o da imagem ao lado, por 130 libras (cerca de R$ 370). Assim como o celular, o tocador digital pode ser carregado pela manivela, exibida no detalhe da foto.

Célula solar de nanotubo de carbono aproxima-se da eficiência máxima

Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, demonstraram o princípio de funcionamento de um novo tipo de célula solar que substitui o silício por nanotubos de carbono.
Em teoria, estas células solares de nanotubos poderão ser mais eficientes do que as células solares atuais, podendo superar não apenas as células solares orgânicas - que possuem carbono em sua composição em moléculas que não são nanotubos - mas também as células solares tradicionais à base de silício.

Fotodiodo
Os cientistas construíram um fotodiodo, um tipo extremamente simples de célula solar que converte a luz em eletricidade de forma extremamente eficiente graças à excepcional condutividade elétrica do nanotubo de carbono e à forma como ele conduz os elétrons.
O nanotubo de carbono utilizado é do tipo de parede única, o que significa que ele é basicamente uma folha de grafeno enrolada, constituindo um tubo cujas paredes são formadas por uma única camada de átomos de carbono.
O nanotubo, com a dimensão aproximada de uma molécula de DNA, foi preso entre dois contatos elétricos e posto próximo a duas portas elétricas, uma com carga positiva e outra com carga negativa.

Elétrons em fila indiana
Dirigindo feixes de raios laser de diversas cores ao longo do nanotubo, os cientistas descobriram que altos níveis de incidência de fótons têm um efeito multiplicador sobre a quantidade de eletricidade que é produzida pelo fotodiodo.
Como o nanotubo é muito estreito, ele praticamente força os elétrons a andarem em fila indiana. Nessa situação, os elétrons atingem um estado denominado "excitado", o que lhes permite gerar novos elétrons a partir dos fótons da luz incidente que seriam desperdiçados em uma célula solar convencional. Isto faz com que a célula solar de nanotubo de carbono funcione em um regime praticamente ideal, convertendo quase toda a radiação da luz em eletricidade.
A elevada taxa de conversão significa que a nova célula solar não perde quase nenhuma energia na forma de calor, eliminando o problema do superaquecimento. Contudo, o próprio experimento foi feito em uma temperatura extremamente baixa.

Problemas à frente
Embora o novo dispositivo tenha sido demonstrado, construi-lo em grandes quantidades esbarrará nas mesmas dificuldades encontradas em várias outras pesquisas nas quais os nanotubos de carbono são promissores. Como são muito pequenos, ainda não existe tecnologia capaz de permitir sua fabricação em série de forma controlada. A montagem das células solares, que exigirá a manipulação de nanotubos individuais, é outro desafio a ser vencido.
Estas dificuldades, contudo, não tiram o mérito da pesquisa, que demonstrou um fenômeno novo que, ao ser explorado por novas pesquisas, poderá levar a novos melhoramentos e, eventualmente, a um tipo de célula solar mais eficiente e que possa ser fabricada em larga escala.

Bicicletas elétricas são nova tendência nos EUA

Você já imaginou como seria ter Lance Armstrong pedalando sua bicicleta por você? Bem, agora você pode descobrir, até certo ponto. Cerca de 15 empresas oferecem bicicletas com uma opção de motor elétrico -e não motonetas acionadas puramente por um motor-, com preços entre US$ 1 mil e US$ 4 mil, e elas estão começando a ganhar popularidade entre alguns usuários urbanos mais ecológicos.
As mais recentes bicicletas elétricas da Giant, EcoBike, Currie Technologies e Ultra Motor, entre outras, conseguem produzir cerca de 500 watts de potência com um simples movimento de pulso ou virada de pedal. Essa é mais ou menos a energia que Armstrong conseguia gerar em suas provas mais curtas, no auge de sua carreira.
O resultado é que o usuário percorre as ruas ou sobe colinas veloz e silenciosamente, ultrapassando quase todos os demais ciclistas. Um dos modelos de maior sucesso nesse mercado emergente é a A2B, fabricada pela Ultra Motor, de Londres.
"Algumas pessoas compram a bicicleta para seus trajetos diários na cidade, e outras como substituto para os trajetos mais curtos que costumavam fazer de carro", disse Paul Vlahos, vice-presidente de vendas na divisão norte-americana da Ultra Motor.
A Ultra Motor vendeu "mais de mil" de suas bicicletas elétricas nos Estados Unidos desde o lançamento do modelo A2B, em setembro do ano passado, disse Vlahos. A Green Car Company, de Bellevue, Washington, que fica perto da sede da Microsoft e da cidade de Seattle, uma das mecas do ciclismo, diz ter vendido 40 unidades do modelo nas últimas semanas, e que está à espera de um novo embarque.
Ao preço de US$ 2,7mil, a A2B não é barata, mas é comparável a uma bicicleta de corrida de alta tecnologia e mais barata que um scooter convencional. O modelo é vendido por algumas lojas independentes de bicicletas, concessionárias de scooters, lojas especializadas em veículos elétricos e, durante um período curto de teste, por cerca de 20 lojas da rede de varejo Best Buy no oeste dos Estados Unidos.
A máquina, tecnicamente conhecida como "veículo elétrico leve", se qualifica como bicicleta sob as normas de transporte dos Estados Unidos, e por isso não é preciso habilitação para operá-la, e ela pode ser usada em todo lugar em que bicicletas sejam permitidas. A A2B não é a mesma coisa que uma motoneta, que em geral tem motor a gasolina e pedais apenas para uso em emergência.

Bateria feita com celulose de algas é ultrarrápida e superleve

Pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, descobriram como fabricar baterias extremamente leves e ambientalmente mais benignas do que as atuais utilizando as nanoestruturas de celulose de uma alga marinha.

Bateria superleve
As algas do gênero Cladophora são conhecidas por formarem uma espécie de "maré vermelha" nos mares do norte. Mas parece que elas têm o seu lado positivo. "Essas algas têm uma estrutura celulósica especial caracterizada por uma enorme área superficial," explica o pesquisador Gustav Nystrom.
Vários grupos de pesquisa têm tentado utilizar substratos de celulose para a fabricação de baterias mais leves. O maior problema encontrado é o desempenho muito fraco no carregamento dessas baterias, que exigem um tempo excessivo para atingirem sua carga máxima.
Recobrindo a estrutura natural da alga com um polímero condutor de energia, Nystrom e seus colegas fabricaram uma bateria levíssima que superou todos os recordes de baterias similares nos primeiros testes, incluindo o tempo de carregamento e a capacidade de retenção de carga.

Celulose de algas
Até agora, ninguém havia relatado pesquisas com celulose de algas para o armazenamento de energia.
A Cladophora tem sido pesquisada há vários anos para aplicações biomédicas e alimentícias devido justamente à sua nanoestrutura porosa única, totalmente diferente das plantas terrestres. As pesquisas apontam para aplicações promissoras como espessante na indústria farmacêutica e como ligante na indústria alimentícia.
Ao verificar a grande área superficial gerada por esta nanoestrutura porosa, os pesquisadores verificaram que ela poderia ser útil também na fabricação de baterias. Os resultados comprovaram esta hipótese.

Bateria ambientalmente correta
A pesquisa resultou na criação de um material totalmente novo para a fabricação de eletrodos para o armazenamento de energia - uma nanoestrutura de celulose de algas recoberta com uma camada de 50 nanômetros de espessura de polipirrol.
Por se basear principalmente em um material natural, uma bateria fabricada com um material de origem biológica representaria um problema muito menor para o meio ambiente ao fim de sua vida útil do que as baterias atuais.
As baterias construídas com este material podem armazenar até 600 mA por centímetro cúbico, apresentando uma perda de apenas 6% depois de 100 ciclos de carregamento e descarregamento.
Para aplicações automotivas, uma capacidade apenas razoável de retenção de carga, mesmo que inferior às atuais baterias de íons de lítio, pode ser mais do que compensada pela enorme redução no peso.

Biodiesel com um toque de camarão é ambientalmente mais chique

Talvez no futuro você possa chegar a um posto de gasolina de grife e pedir um biocombustível com um toque de camarão.
Cientistas chineses produziram um novo catalisador a partir de um composto químico extraído da carapaça de camarões que torna o processo de produção de biodiesel mais rápido, mais barato e menos danoso ao meio ambiente.

Lado ruim dos biocombustíveis
Xinsheng Zheng e seus colegas começam afirmando que as preocupações mundiais com o aquecimento global estão levando as pessoas a colocarem suas esperanças nos biocombustíveis.
Contudo, os avanços não serão tão grandes quanto o esperado, dizem eles, se a produção dos combustíveis renováveis continuar exigindo os catalisadores hoje utilizados para transformar soja, canola e outros grãos em biodiesel.
Os catalisadores tradicionais não podem ser reutilizados e devem ser neutralizados, o que é feito com grandes quantidades de água. O resultado é o desperdício de outro recurso escasso, a água, que é devolvida poluída ao meio ambiente.

Camarão com canola
Eles acreditam ter encontrado uma solução para o problema na carapaça do camarão. Mais especificamente, na quitina, o principal componente da carapaça dos artrópodes.
Em um processo de três etapas, os pesquisadores chineses descrevem como a quitina pode ser transformada em sacarídeos por meio de sua carbonização parcial e posterior ativação.
Nos testes em laboratório, o novo catalisador de camarão converteu óleo de canola em biodiesel de forma mais eficiente e mais rápida do que o catalisador convencional - 89% de conversão em três horas.
O novo catalisador, do tipo heterogêneo, também pode ser reutilizado depois de separado do rejeito por filtração, minimizando os resíduos e a poluição gerada na produção do biodiesel.

Eletricidade sem fios pode ser realidade em breve

Eric Giler, executivo da WiTricity, explicou, em declarações para a rede CNN, que o sistema de eletricidade sem fio ainda precisa ser aperfeiçoado, mas deve estar disponível comercialmente muito em breve, talvez já no ano que vem.
"Daqui a cinco anos, isto vai parecer completamente normal", afirmou Giler, em referência ao fato de que este sistema poderá substituir carregadores com fios elétricos e pilhas descartáveis.
O sistema da Witricity, empresa ligada ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, converte a eletricidade em um campo magnético que navega pelo ar em uma determinada frequência.
Giler também afirmou que o sistema poderá tornar atrativos os carros elétricos, que "são maravilhosos, mas ninguém quer realmente ligá-los na corrente elétrica".
Idéias sobre eletricidade sem fio vêm sendo desenvolvidas há mais de um século. Em 1890, Nikola Tesla já tentou criar sistemas de envio de eletricidade sem fio. Mas, até hoje, nenhum foi considerado seguro e barato o suficiente para ser produzido em nível comercial.
Existem algumas tecnologias do tipo à venda, mas todas com alguma limitação.
A tecnologia do grupo de pesquisas de Giler é chamada "ressonância magneticamente acoplada" e consiste, basicamente, em enviar para o ar um campo magnético com uma frequencia específica que pode ser captada por um telefone ou aparelho de televisão autorizado, que poderá transformá-lo em eletricidade.
Giler também defende que o preço dos aparelhos não deve aumentar muito devido à tecnologia de eletricidade sem fio. Para ele, a maior barreira para a adoção desta tecnologia é o fato que as pessoas não estão familiarizadas com a ideia.

Ilhas solares prometem energia solar a preços competitivos

Energia termossolar
Enquanto as células solares orgânicas não se tornam mais duráveis e mais eficientes e as células solares de silício não se tornam mais baratas, a técnica mais atrativa para o aproveitamento da energia solar parece ser a exploração termossolar.
As usinas termossolares usam o calor do Sol para aquecer água, que se transforma em vapor e movimentar as turbinas que geram a eletricidade por meio de dínamos comuns. Esta é a tecnologia das maiores usinas solares em operação, assim como deverá ser em uma megausina solar que está sendo projetada para o deserto do Saara.

Ilhas solares
A empresa suíça Solar Islands acredita ter encontrado uma forma de otimizar ainda mais o rendimento das usinas termossolares: construindo ilhas solares rotativas, que giram para acompanhar o movimento do Sol e aproveitar ao máximo seu potencial energético.
Cada ilha solar terá um diâmetro de 5 quilômetros, uma altura de 20 metros e será construída com uma espécie de "membrana" plástica flexível, resistente ao calor e demais intempéries. Em cima da membrana serão instalados os coletores e concentradores de luz, assim como os encanamentos no interior dos quais a água será aquecida.
Um sistema de bombas elétricas forçará uma pressão constante de 0,1 bar acima da pressão atmosférica no interior da ilha solar, fazendo com que a membrana plástica se infle, levantando todo o aparato de coleta do calor solar. O espaço interno dessa ilha inflável vira um gigantesco tanque de armazenamento de vapor, para onde os encanamentos se dirigem.

Ilha rotativa
Ao contrário da hidroelétrica marinha, que explora a energia das ondas e conduz a pressão captada através de encanamentos até uma usina localizada em terra, a usina solar tem o gerador em seu interior, uma turbina de ciclo Rankine Orgânico (ORC).
Para ajustar a posição da ilha solar em relação ao Sol, motores elétricos hidrodinâmicos serão instalados a cada 10 metros ao redor de sua circunferência. Segundo a empresa, a rotação permite um ganho de 15% de eficiência na coleta de energia.

Ilha de energia no deserto
O primeiro protótipo da ilha solar curiosamente não está sendo construído no mar, mas em terra firme. Mais especificamente, nas areias do deserto dos Emirados Árabes. Segundo seus idealizadores, isto comprova a grande versatilidade do conceito, que tanto pode ser uma ilha na costa, em alto mar, como uma estrutura em terra firme, sempre funcionando com o mesmo princípio.
O protótipo no deserto, que será capaz de gerar 3.000 kWh por dia, possui um canal de água ao longo de toda a circunferência, permitindo que a estrutura gire como se estivesse no mar.
Os painéis de coleta do calor solar ocupam 95% da área superficial da ilha e o armazenamento do vapor em seu interior permite que a usina gere energia praticamente de forma constante - depois do pôr-do-sol, a usina pode continuar funcionando utilizando o vapor armazenado durante o dia.
Outra vantagem do projeto é a possibilidade de incorporar plantas de dessalinização na ilha solar, coletando a água do mar e utilizando a evaporação passiva.

Avião movido a energia solar pode ficar cinco anos no ar

Uma companhia americana está desenvolvendo uma aeronave movida a energia solar que poderá se manter no ar por cinco anos continuamente.
A asa em forma de Z, com 150 m de envergadura, será reajustável durante o voo, para que possa absorver o máximo possível de energia do sol.
A Odysseus deverá acumular a energia do sol durante o dia e usá-la para continuar seu voo durante a noite. Na ocasião, a asa tomará uma forma plana, diminuindo sua resistência ao ar e, portanto, consumindo menos energia.
A aeronave não tripulada está sendo projetada para voar a altitudes de 18 mil a 27 mil m, e deverá ser utilizada para missões de reconhecimento, comunicações e monitoramento ambiental no âmbito de pesquisas sobre mudanças climáticas.
A empresa Aurora Flight Sciences está desenvolvendo a aeronave dentro do programa "Vulture", que tem apoio da BAE Systems, C.S. Draper Laboratories e Sierra Nevada Corporations.
Os pesquisadores divulgaram o desenho da aeronave. O protótipo deve ficar pronto em cinco anos.

LEDs ultrafinos abrem novas possibilidades de iluminação e telas dobráveis

Orgânico vs inorgânico
Os LEDs orgânicos surgiram prometendo superar rapidamente os LEDs tradicionais, principalmente pela possibilidade de sua fabricação rápida em larga escala, onde a deposição dos materiais emissores de luz é feita sobre um material plástico utilizando um processo similar à impressão jato de tinta.
Mas nem bem as telas com LEDs orgânicos (OLEDs) começaram a chegar ao mercado, equipando equipamentos portáteis, e os LEDs inorgânicos tradicionais - aqueles com os quais já estamos acostumados e que equipam virtualmente todos os equipamentos eletrônicos - resolveram dar a volta por cima.
A equipe do professor John Rogers, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, desenvolveu um processo para criar LEDs inorgânicos minúsculos e ultrafinos e que podem ser fabricados em conjunto em larga escala.

Vantagens dos LEDs e dos OLEDs
"Nosso objetivo é casar algumas das vantagens da tecnologia dos LEDs inorgânicos com a escalabilidade, a facilidade de fabricação e a resolução dos LEDs orgânicos," diz Rogers.
Em relação aos LEDs orgânicos - que levam carbono em sua composição - as vantagens dos LEDs tradicionais - feitos com semicondutores inorgânicos, sem carbono em sua composição - é a maior vida útil, maior robustez e confiabilidade e, principalmente, um brilho superior.
Mas os LEDs orgânicos têm suas vantagens, entre elas a fabricação em substratos flexíveis e em conjuntos densos e interconectados, o que torna possível sua instalação em superfícies irregulares, na forma de tetos ou paredes totalmente iluminadas e até mesmo em janelas semitransparentes.

LEDs ultrafinos
A nova tecnologia utiliza um processo chamado crescimento epitaxial, gerando LEDs com dimensões até 100 vezes menores do que era possível até agora. Os pesquisadores também desenvolveram um processo de montagem para dispor os novos LEDs na forma de grandes conjuntos interconectados sobre substratos flexíveis e dobráveis.
"O processo de estampagem é uma alternativa muito mais rápida do que o processo robótico padrão de 'pegar e colocar' usado na manipulação dos LEDs inorgânicos, que são essencialmente construídos um a um," explica Rogers. "O novo processo pode retirar grandes quantidades de LED minúsculos e finos da pastilha de silício de uma só vez, e então imprimi-los sobre um substrato plástico."
Como, no segundo passo do processo, os LEDs podem ser colocados distanciados uns dos outros, os painéis e telas podem ser quase transparentes. As pequenas dimensões dos LEDs permitem o uso de conexões impressas para interligá-los e alimentá-los, em vez dos fios, que são mais grossos e não se adaptam à flexibilidade necessária.

Novas aplicações dos LEDs
Além da iluminação de estado sólido, substituindo as atuais lâmpadas, painéis de instrumentos e telas e monitores, as folhas flexíveis e dobráveis de LEDs impressos têm uso potencial no setor de saúde.
"Enrolar uma folha de minúsculos LEDs ao redor de um membro ou de todo o corpo humano oferece possibilidades interessantes em biomedicina e biotecnologia," diz Rogers, "incluindo aplicações no monitoramento das funções vitais, diagnóstico e imageamento.
Com a chegada ao mercado das primeiras TVs de LEDs, ultrafinas, a nova tecnologia acena também com telas ainda maiores, mais brilhantes e que poderão ser instaladas como painéis em qualquer superfície, serem dobradas e produzirem até mesmo telas semitransparentes para instalação em janelas e vitrines de lojas.

Minas abandonadas poderão gerar energia geotérmica

As galerias das minas subterrâneas que estão se aproximando da exaustão de suas reservas minerais poderão ser aproveitadas para gerar energia geotérmica, fornecendo eletricidade ou água quente para os municípios e propriedades rurais no seu entorno.
A conclusão é fruto de uma pesquisa feita por engenheiros da Universidade de Oviedo, na Espanha, e que acaba de ser publicada na revista Renewable Energy.

Energia geotérmica de minas
No artigo, os pesquisadores descrevem uma técnica que permite estimar a quantidade de calor que pode ser extraída das galerias de uma mina abandonada típica.
"Uma forma de aproveitamento da energia geotérmica de baixa intensidade seria converter as galerias das minas em caldeiras geotérmicas," explica Rafael Rodríguez, um dos autores do estudo.
A energia geotérmica consiste no aproveitamento do calor do interior da Terra para aquecimento da água e eventual geração de eletricidade. Existem vários projetos ao redor do mundo que procuram extrair o calor das fontes termais. A utilização das minas subterrâneas abandonadas, contudo, está sendo explorada pela primeira vez na Espanha.

Calor do subsolo
Rodríguez e sua colega María Belarmina Díaz fizeram uma pesquisa que incluiu cálculos teóricos e experimentos práticos para calcular a quantidade de calor que pode ser extraído de uma galeria de uma mina.
Pesquisando minas ainda em atividade, os pesquisadores tiveram acesso a dados precisos sobre as propriedades e a temperatura das rochas, além da energia necessária para a ventilação das minas.
O estudo simula o aproveitamento geotérmico de uma galeria de dois quilômetros de comprimento situada a uma profundidade de 500 metros, o que é considerada uma galeria típica das minas da Espanha. O ganho de temperatura na água, que deve ser injetada por meio de encanamentos, é de cerca de cinco graus Celsius.

Caldeiras geotérmicas
Contudo, outra abordagem tida como mais promissora é a construção de caldeiras geotérmicas no interior da mina, onde as próprias galerias funcionariam como um sistema aberto de encanamento, "mas sem nenhum risco de contaminação térmica do lençol freático," diz Rodríguez.
Diferentemente de outras fontes renováveis de energia, a energia geotérmica tem a vantagem de independer das condições climáticas, podendo gerar energia continuamente. Outras vantagens, no caso da utilização das minas abandonadas, são a não há utilização de novas áreas e a não geração de impactos ambientais.

USP desenvolve técnica ultrarrápida para produzir biodiesel

Biodiesel em 30 minutos
Pesquisadores da USP desenvolveram uma técnica para transformar em biodiesel óleos vegetais já danificados pelo processo de fritura e a borra de soja, um resíduo da indústria de óleo alimentício.
A técnica reduz o tempo da reação química de 24 horas para 30 minutos e barateia o processo. O segredo foi usar um catalisador diferente na reação, feito com os metais cobre e vanádio.

Como é produzido o biodiesel
Para produzir biodiesel é necessário que haja a reação do óleo vegetal puro com álcool. "Mas a reação só acontece se houver um catalisador no recipiente. Essa substância é o cupido que junta o óleo com álcool e transforma-o em biodiesel e glicerina", compara Miguel Dabdoub, químico e professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) em cujo laboratório a técnica foi desenvolvida. "Depois da reação, é possível recuperar o catalisador"
Contudo, o catalisador utilizado comumente no Brasil é a soda cáustica, que não funciona muito bem para transformar óleos de fritura, óleos não-refinados em biodiesel. Esses tipos de óleo contém diferentes percentuais de ácidos graxos, que reagem com a soda e viram sabão. A outra porcentagem vira biodiesel. A borra de soja é o ácido graxo extraído de óleos vegetais e por isso também não pode ser transformada em biodiesel. A reação comum demora um dia inteiro para acontecer.
"Sabão não se utiliza em ônibus e caminhões", destaca Dabdoub. "Imagine uma fábrica média, que produza cerca de 100 milhões de litros de biodiesel por ano, com óleo residual de cozinha com 7% de ácidos graxos. Há uma perda de cerca de 7 milhões de litros, que viram sabão. Como o governo paga cerca de R$ 2,30 por litro de biodiesel atualmente, essa empresa teria R$ 16 milhões jogados fora todo ano. Esse dinheiro é suficiente para pagar a mudança de tecnologia".

Catalisador de vanádio e cobre
Os pesquisadores do Laboratório de Tecnologias Limpas (LADETEL), chefiados por Dabdoub, passaram dois anos tentando descobrir uma maneira de tornar esse processo mais barato, eficiente e rápido. Eles fizeram dezenas de reações no laboratório para descobrir os catalisadores, pressão, temperatura, proporções dos reagentes e concentração de álcool ideais para que a reação acontecesse.
A conclusão da pesquisa foi que a melhor maneira de produzir biodiesel a partir de óleo jogado fora é com um catalisador feito com os metais vanádio e cobre. "Ele não se dissolve no óleo e por isso pode ser recuperado facilmente no final da reação", explica Márcia Rampim, uma das pesquisadoras envolvidas no projeto . A nova reação também é muito eficiente. "Com 1 litro de óleo de cozinha, produzimos 1 litro de biodiesel e 100 ml de glicerina".

Biodiesel mais barato e menos danos ao meio ambiente
"No Brasil consome-se cerca de 19 litros per capita de óleo por ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal (ABIOVE)", calcula Dabdoub."Se considerarmos que 12 litros desse óleo não sejam absorvidos pelos alimentos, que é uma estimativa muito conservadora, são cerca de 7 litros de óleo por pessoa sendo jogados pela pia, indo pelo esgoto, impermeabilizando leitos de rios e contaminando lençóis freáticos e fontes de água, todo ano. Esse óleo e os resíduos da indústria de soja poderiam ser coletados e transformados em biodiesel. Muitas indústrias de alto porte poderiam ser movimentadas no Brasil somente com base no óleo residual. Diminuiríamos o uso de combustíveis derivados de petróleo e carvão mineral, que causam o efeito estufa".
Também ficaria mais barato produzir biodiesel, por que as industrias economizariam na matéria-prima. "Em vez de pagar cerca de R$ 2.080 por tonelada de óleo vegetal refinado, que é o preço dado pelas comercializadoras, poderei pagar cerca de R$ 550,00 por tonelada de óleo residual, que é o custo da coleta", garante o professor. "E as indústrias ainda poderiam economizar com os custos de remoção da borra de soja. Em 2007, segundo a ABIOVE, a indústria produziu 300 milhões de litros de borra de soja. Uma parte mínima é aproveitada."

Hidroelétrica marinha: ondas de energia verde

Começou a ser instalado nas costas das Ilhas Orkney, na Escócia, o primeiro protótipo em escala piloto de um novo conceito de geração de eletricidade limpa a partir das ondas do mar.

Energia das ondas
Existem várias tecnologias sendo desenvolvidas para gerar energia a partir do movimento das ondas e das marés. Mas a gigantesca máquina Oyster (ostra) utiliza em mecanismo hidráulico para transferir a energia mecânica das ondas para uma instalação em terra, onde essa energia mecânica da água é usada para gerar eletricidade.
O conceito do gerador Oyster foi desenvolvido pelo professor Trevor Whittaker, da Universidade de Belfast. O primeiro oscilador, de 18 metros de largura, está sendo instalado no projeto-piloto criado com o apoio da empresa Aquamarine Power.
O oscilador possui pistões em sua parte inferior que são acionados num e noutro sentido conforme as ondas vêm e vão. Esses pistões comprimem a água em seu interior que, sob pressão, passam por dutos subterrâneos, chegando até a usina em terra. Na usina, a água sob pressão é utilizada para movimentar os geradores hidroelétricos.

Projeto simples
Embora possa parecer complicado para quem está acostumado com represas, onde a água cai por gravidade diretamente sobre as pás dos geradores, o mecanismo do gerador hidroelétrico Oyster é mais simples e mais barato do que outros projetos para gerar energia a partir das ondas ou das marés.
A principal vantagem do sistema é o pequeno número de partes móveis, que deverão minimizar a necessidade de manutenção. Apenas o oscilador metálico e os pistões ficam sob a água. Pás, engrenagens e geradores, além de todo o circuito de potência para captura da eletricidade, ficam em terra, dentro da usina.
Segundo seu idealizador, o sistema é ideal para áreas com profundidades entre 12 e 16 metros e com grande fluxo direcional de ondas, permitindo que a usina gere energia de forma contínua na maior parte do tempo.

Potencial mundial
Os riscos ao meio ambiente são mínimos, o que é garantido pelo uso da água como fluido hidráulico, em vez de óleo, que poderia causar danos caso houvesse vazamentos. O sistema também é absolutamente silencioso e não afeta a paisagem.
Embora o conceito esteja em estágio inicial de desenvolvimento, os cientistas afirmam ter localizado áreas potencialmente favoráveis ao conceito Oyster em várias partes do mundo.
"Nossas modelagens por computador das regiões costeiras adequadas para esta tecnologia mostram que a Espanha, Portugal, Irlanda e Inglaterra são os candidatos naturais na Europa. Mas globalmente há um potencial gigantesco em áreas como a costa oeste dos Estados Unidos e as costas da África do Sul, da Austrália e do Chile," disse o professor Whittaker.