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Mão biônica pode ser configurada por Bluetooth

A Touch Bionics, empresa que desenvolve tecnologias para membros superiores biônicos, anunciou nesta quinta o lançamento do i-LIMB Pulse, uma nova versão da i-LIMB Hand. A Pulse i-LIMB é um avanço significativo na linha de produtos i-LIMB, com uma série de melhorias, incluindo força e pressão.
A mão biônica é capaz de carregar até 90Kg. Com uma gama de recursos automatizados que permitem várias combinações, o i-LIMB pode ser configurado pelo sistema Bluetooth através do software BioSim. A mão biônica Pulse i-LIMB começa a ser vendida em 01 de junho e a empresa Touch Bionics está aceitando encomendas do produto.

Sistema de visão robótica substitui câmeras por radar de luz

Fazer com que os sistemas robóticos detectem objetos estáticos e em movimento continua sendo um obstáculo para a construção de robôs realmente autônomos e sistemas de vigilância mais avançados.
Uma tecnologia inovadora, que utiliza raios de luz para a localização e mapeamento de objetos, pode oferecer uma solução.

Radar de luz
A tecnologia avança o estado da arte atual do LIDAR (Light Detection and Ranging), o equivalente óptico do radar, no qual feixes refletidos de luz são utilizados para determinar a localização de um objeto.
Enquanto a maioria dos sistemas LIDAR atuais usa um processo em uma única etapa para detectar os objetos, rastreando uma área e medindo o tempo de retardo entre a transmissão de um pulso e a detecção do sinal refletido, os pesquisadores do projeto IRPS (Intelligent Robotic Porter System) adicionaram um passo preliminar.
Eles usam o LIDAR para construir um mapa 3D prévio da área, e só depois fazem a varredura. Isso permite que seu sistema aponte a localização não apenas de objetos estáticos, mas também daqueles em movimento - seja um ser humano, uma janela aberta ou um tubo de escape - com uma precisão de poucos milímetros.
Visão robótica sem câmeras
O grupo de pesquisadores de seis países batizou a tecnologia de 3D LIMS (LIDAR 3D Imaging and Measurement System) e prevê uma ampla gama de aplicações para ela, da navegação de veículos autônomos em torno de aeroportos até o monitoramento de equipamentos industriais e a melhoria dos sistemas de vigilância.
"Esse processo LIDAR de duas etapas, envolvendo primeiro uma calibração e depois a navegação em tempo real, é a alma da inovação. Ele permite que o sistema detecte alterações no meio ambiente de forma rápida e precisa," explica Maurice Heitz, gerente do projeto IRPS.
A tecnologia não apenas detecta os objetos com maior precisão como também, ao contrário dos sistemas de visão robótica baseados em câmeras, não é afetado por sombras, chuva ou neblina, e fornece informações angular e de distância para cada pixel, tornando-o adequado para uso em praticamente qualquer ambiente.

Veículos autônomos em aeroportos
Para demonstrar o potencial do 3D LIMS, a equipe do IRPS construiu um protótipo de aplicação no qual a tecnologia foi usada para fazer a navegação de veículos autônomos que, no futuro, poderão transportar passageiros e bagagens em aeroportos.
De posse de um mapa descrevendo a localização dos objetos estáticos, como paredes, colunas, portas e escadas, os veículos usam o LIDAR para calcular com precisão a posição do próprio veículo e detectar os obstáculos não permanentes que se movem ao redor do aeroporto.
O gerente de projeto IRPS observa que há uma demanda real de um sistema assim por parte dos operadores de aeroportos, que estão encontrando cada vez mais dificuldades em satisfazer as demandas de transporte de passageiros e suas respectivas bagagens por causa das grandes dimensões dos aeroportos modernos.

Vigilância industrial
No entanto, ele diz que ainda serão necessários alguns anos para que buggies robóticos autônomos comecem a circular sozinhos nos aeroportos devido a uma combinação de problemas de segurança e à necessidade de novos avanços tecnológicos.
"Rodar um sistema LIMS 3D requer muito poder de processamento e um grande investimento", observa ele.
Outras aplicações, contudo, estão mais próximas do mercado. No campo da vigilância, o LIMS 3D pode melhorar as técnicas atuais para detectar intrusos ou apontar alterações dentro de um edifício.
"O sistema compara a leitura atual [da luz refletida] com o seu padrão de referência, o que lhe permite detectar qualquer alteração no meio ambiente", diz Heitz.
No caso do monitoramento industrial, por exemplo, um sistema LIMS 3D em uma refinaria seria capaz de detectar com precisão e instantaneamente algo tão pequeno como um cano vazando.

Robô submarino tira energia da variação de temperatura do oceano

Pesquisadores norte-americanos apresentaram o primeiro robô submarino alimentado inteiramente pela energia termal do oceano.
A alimentação inteiramente natural e renovável dá ao novo robô uma autonomia virtualmente ilimitada, permitindo-lhe coletar dados científicos nos oceanos por muito mais tempo do que os veículos subaquáticos robóticos usados hoje.
O Solo-Trec (Sounding Oceanographic Lagrangrian Observer Thermal RECharging) foi criado por um consórcio de engenheiros da NASA, da Marinha norte-americana e de várias universidades.

Energia ilimitada
O robô Solo-Trec utiliza um novo sistema de captura de energia que recarrega suas baterias aproveitando as diferenças de temperatura naturais encontradas em diferentes profundidades do oceano.
"As pessoas sonham há muito tempo com uma máquina que produza mais energia do que consome e que funcione indefinidamente," brinca Jack Jones, do Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA.
"Embora isto não seja um moto contínuo verdadeiro, já que nós de fato consumimos energia do meio ambiente, o protótipo que demonstramos é capaz de monitorar continuamente o oceano sem que o fornecimento de energia imponha um limite à sua vida útil." diz Jones.
Como o novo sistema de recarregamento é escalável, podendo ser usado em robôs de várias dimensões, os cientistas acreditam ter encontrado a solução definitiva para lançar uma nova geração de robôs autônomos capazes de monitorarem os oceanos indefinidamente, coletando dados para estudos climáticos, para exploração e para estudo da vida marinha.

Materiais de alteração de fase
Segundo os pesquisadores, a chave para o recarregamento termal das baterias do robô submarino é a cuidadosa seleção de substâncias parecidas com ceras, chamadas materiais de alteração de fase.
Esses materiais de alteração de fase ficam contidos em 10 tubos externos. Quando o robô está na superfície, onde as temperaturas são mais elevadas, o material se funde e expande. Quando o robô mergulha, atingindo zonas onde as temperaturas são mais baixas, o material se solidifica e contrai.
A expansão da cera pressuriza um compartimento de óleo, situado no alto dos tubos. Periodicamente, o óleo aciona um motor hidráulico, que gera energia e recarrega as baterias do robô.
Além de fazer funcionar a parte eletrônica, a energia das baterias recarregáveis aciona o sistema hidráulico de flutuação. Esse sistema hidráulico altera o volume do Solo-Trec - e, por decorrência, sua flutuabilidade - permitindo que ele se mova verticalmente com grande precisão.
No conjunto, os 10 tubos contêm uma quantidade de cera de alteração de fase suficiente para gerar a energia necessária para alimentar o robô. Para alimentar robôs maiores, é necessário apenas construir tubos maiores ou adicionar um maior número deles. O protótipo do Solo-Trec pesa 84 quilogramas.

Recarregamento termal
Para testar o novo sistema de recarregamento termal, o protótipo do Solo-Trec completou 300 mergulhos até uma profundidade de 500 metros.
O sistema gera 1,7 watt/hora, ou 6.100 joules de energia por mergulho.
Isso é suficiente para alimentar, além da bomba de controle de flutuação, todos os instrumentos científicos do robô mergulhador, o receptor GPS e os equipamentos de comunicação via satélite.
Robôs submarinos de monitoramento
Os robôs submarinos de monitoramento são programados para mergulhar e emergir de forma controlada. Enquanto estão mergulhando ou emergindo, seus sensores vão coletando as informações sobre temperatura, salinidade, correntes marinhas etc.
Eles precisam sempre emergir de tempos em tempos para transmitir os dados coletados, o que é normalmente feito por meio de uma conexão via satélite.
Mas o Solo-Trec aproveita os mergulhos também para recarregar suas baterias.
Embora já existam robôs submarinos pesquisando todos os oceanos da Terra, pesquisas recentes revelaram a necessidade de literalmente aprofundar essas pesquisas, uma vez que os cientistas não conseguiram ainda encontrar onde está se acumulando o calor do aquecimento global, mas eles desconfiam que esse calor perdido possa estar na parte mais profunda do oceano.

Pé artificial com KERS recicla energia e facilita caminhada

Reciclagem de energia
Um pé artificial capaz de reciclar a energia não aproveitada durante os movimentos de um caminhar normal deverá tornar mais fácil a recuperação dos movimentos das pessoas que sofreram amputação.
"A experiência de um amputado que tenta andar utilizando uma prótese é a mesma que uma pessoa normal experimenta se tentar caminhar normalmente carregando um peso extra de 15 quilogramas," afirma o engenheiro biomédico Arthur Kuo, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Em comparação com as próteses convencionais de pés, o novo pé artificial diminui significativamente a energia despendida em cada passo.

Energia gasta ao caminhar
O caminhar humano natural despende energia conforme cada pé entra em contato com o solo entre os passos. Mas uma prótese convencional não reproduz a força que o tornozelo exerce para empurrar o corpo para a frente. O resultado é um gasto adicional de 23% de energia.
A solução encontrada por Kuo e seu colega Steven Collins foi utilizar a mesma tecnologia de recuperação de energia cinética utilizada nos freios dos veículos híbridos e elétricos.
Um sistema de recuperação captura a energia que seria dissipada e a utiliza para acionar um motor que exerce uma força para a frente, simulando o funcionamento de um tornozelo normal.



Um microcontrolador aciona o dispositivo no momento preciso a cada passo, disponibilizando para o paciente a energia adicional que ele havia perdido no passo anterior no exato momento em que ele necessita dela.
"Nós sabemos que há uma perda de energia quando se usa um pé artificial," diz Kuo. "Nós estamos cortando essa perda quase pela metade."

Pé com KERS
Nos testes de avaliação, baseados em medições da taxa de metabolismo, os pacientes gastaram 14% a mais de energia para caminhar usando o pé robótico - bem menos do que os 23% gastos quando se usa as próteses convencionais, sem o "KERS".
KERS é uma sigla para Kinetic Energy Recovery System - sistema de recuperação de energia cinética - usado nos veículos híbridos e elétricos, e em alguns carros de corrida, para aproveitar a energia despendida na frenagem, gerando energia que é armazenada nas baterias e utilizada posteriormente para ajudar a movimentar o carro.

Pé inteligente
Já existem pés robóticos que oferecem auxílio ao movimento, mas eles utilizam baterias grandes e não possuem a "inteligência" para liberar a energia no momento adequado.
Cientistas do MIT, por exemplo, criaram um pé robótico super avançado, mas que utiliza molas e um motor acionado por uma bateria recarregável para dar mais conforto ao paciente.
O novo pé robótico também possui uma pequena bateria para acumular a energia temporariamente entre os passos. Mas como ela é recarregada constantemente, sua potência é de apenas 1 Watt, não representando um peso adicional que anule os ganhos obtidos com a reciclagem da energia.
O novo pé robótico deverá estar no mercado até o final de 2010.

NASA e GM juntam-se para transformar Robonauta em robô operário

A NASA apresentou uma nova versão do seu Robonauta, que agora está sendo aprimorado com a cooperação da General Motors.
Embora seja chamado de robô humanoide pela agência espacial, o Robonauta imita apenas o dorso humano, não tendo pernas.

Robô operário
Desenvolvido ao longo de mais de 10 anos, o conceito do Robonauta visava inicialmente a construção de uma solução robótica para as caminhadas espaciais e para a exploração da Lua e de outros planetas.
Agora, mais com o pé no chão, a NASA voltou o desenvolvimento também para a utilização em fábricas, criando um robô que seja mais flexível, em todos os sentidos, do que os tradicionais robôs industriais.
"Usando sistemas de controle de última geração, novas tecnologias de sensores e visão artificial, estes robôs poderão auxiliar tanto os astronautas durante as missões espaciais mais perigosas, quanto ajudar a GM a construir carros mais seguros," afirma a NASA em um comunicado.

Lado humano
Os controles, sensores e sistema de visão artificial são essenciais para que o robô possa, no futuro, trabalhar lado a lado com trabalhadores humanos. Esse tem sido, na verdade, o foco desta nova etapa de desenvolvimento do Robonauta, que também chamado de R2.
Para trabalhar em uma fábrica ao lado de humanos, o R2 está sendo desenvolvido para usar as mesmas ferramentas que os operários e atender a comandos de voz diretos, evitando a longa e custosa programação dos robôs industriais.

Robô controlado por caos ganha flexibilidade no movimento

Engenheiros alemães descobriram uma forma mais simples, baseada na teoria do caos e em circuitos neurais, para fazer com que um robô consiga mover-se de forma otimizada, escolhendo o melhor modo de andar em cada situação.
O robô de seis pernas imita vários movimentos e comportamentos do homem e de outros animais. Com a nova técnica, ele consegue fazer isto com mais flexibilidade, com menor esforço e, portanto, com menor gasto de energia.

Circuitos neurais
Nos homens e nos animais, pequenos circuitos neurais conhecidos como CPGs (Central Pattern Generators: geradores centrais de padrões) controlam várias capacidades motoras, como andar e respirar.
Os cientistas já vêm usando esse mesmo princípio para dar a capacidade de andar aos robôs. Geralmente, cada CPG é capaz de dar ao robô um jeito específico de andar. Ao receber os sinais dos sensores que detectam os obstáculos em seu caminho, o robô seleciona o CPG adequado para ajustar seu movimento.
A equipe de engenheiros de várias universidades alemãs descobriu uma forma de fazer com que o robô faça a mesma coisa usando um único CPG capaz de produzir vários "gingados" diferentes. Dependendo da necessidade, o robô muda de uma forma de locomoção para outra.
A simplicidade obtida no projeto do robô é impressionante: 18 sensores podem acionar 18 motores, dando ao robô 11 padrões comportamentais, como orientação, navegação, autoproteção etc., e todas as combinações entre esses padrões comportamentais.
Controle caótico
O circuito neural (CPG) desenvolvido pela equipe consiste em uma pequena rede composta por dois circuitos. O segredo do seu sucesso está no "controle do caos."
Se o CPG é deixado sem controle, o robô tem um comportamento caótico. Sua atividade, contudo, pode ser controlada através de impulsos enviados por meio dos sensores em padrões periódicos que determinam a forma de andar correta que o robô deve adotar.
O resultado é que o robô pode se adaptar muito rapidamente a mudanças no ambiente, como andar de pé, descer ou subir uma inclinação, ajustar-se a mudanças no piso e, ao mesmo tempo, desviar de obstáculos no seu caminho.
Como os circuitos neurais funcionam de forma caótica, o robô não fica preso em um determinado comportamento. Isso o torna capaz, por exemplo, de escapar de um buraco, se ele cair em um.
Robô que aprende
O circuito também vai aprendendo com a experiência. Ao receber um conjunto de sinais, por meio dos sensores, que correspondam a um comportamento já usado anteriormente, o robô imediatamente adota o modo de andar mais adequado àquela situação.
Os cientistas agora planejam equipar o robô com um dispositivo de memória que deverá melhorar sua capacidade de responder a alterações no ambiente e ajustar seu aprendizado. Por exemplo, se um obstáculo que ele encontrou antes foi removido, o robô não tentará usar a experiência passada.
Segundo o Dr. Marc Timme, do Instituto Max Planck, com essa memória, que ele chama de memória motora, o robô será capaz de se antecipar e planejar seu movimento, o que o tornará ainda mais ágil.

Robô com andar engraçado pula até 8cm de altura



O cientista Tomotaka Takahashi, da Universidade de Kyoto, no Japão, criou um robô que pula.
Batizado de Ropid - uma combinação das palavras robô e rápido, em inglês - ele usa sensores para manter o equilíbrio e obedece a comandos de voz.
O Ropid mede 38 centímetros, pesa 1,6 quilos e consegue pular a uma altura de 8 centímetros. Suas coxas e tornozelos foram projetados para conservar energia.

Com implante de tecido humano, robô pode se locomover sozinho

Um projeto realizado no Reino Unido defende a ideia de que parte da estrutura molecular humana pode dar a robôs a capacidade de tomar decisões.
Nos testes realizados em laboratório, neurônios de rato foram inseridos em um autômato que passou a se movimentar de forma a desviar de obstáculos - habilidade que não foi programada mas aprendida pelo mini-cérebro. A próxima etapa envolve o uso tecido humano.
De acordo com um artigo publicado pela h+ Magazine, o professor Kevin Warwick e sua equipe no Departamento de Cibernética da University of Reading estão tentando desenvolver uma maneira de fundir estruturas moleculares humanas com computadores ou robôs.
Warwick disse que seu projeto é uma sequência de antigos estudos de inteligência artificial, onde, em teoria, poderia se criar uma estrutura de rede neural com tecido humano.
Um projeto como esse pode gerar um certo temor de uma "rebelião das máquinas" no público em geral, nos moldes dos filmes Matrix e Exterminador do Futuro. Questionado sobre essa possibilidade, o professor mostrou-se cauteloso: "precisamos aprender sobre todas as possibilidades para nos certificarmos de que nada de errado aconteça", afirmou.
"Se esta pesquisa é feita abertamente e é relatada de forma sensata na mídia de um modo geral, como esta está sendo, então nada de errado deve acontecer. Me preocupo diariamente em garantir que não haja nenhum tipo de estudo em curso que o mundo não conheça".
Warwick (que tem um dispositivo implantado no braço esquerdo que permite que seu sistema nervoso seja conectado a um computador) e seu colega, o professor Ben Whalley, criaram recentemente um robô que recebeu cerca de 300 mil neurônios de rato, cultivados em laboratório.
Os picos de atividade elétrica dos neurônios foram então conectados à saídas de sensores de distância do robô, que se mostrou capaz de se locomover sem encostar nas paredes, demonstrando que o organismo deu ao robô uma significante capacidade de tomada de decisões. O "senso direcional" do robô foi aprendido pelo pequeno cérebro e não previamente programado por software.
"Esta nova pesquisa é tremendamente excitante primeiramente pelo fato de o cérebro biológico controlar seu próprio corpo robótico móvel. Além disso, ela irá nos permitir investigar como o cérebro aprende e memoriza suas experiências. Esta pesquisa representa um avanço de nossa compreensão sobre como os cérebros funcionam, e poderia ter um efeito profundo em muitas áreas da ciência e da medicina.", disse Warwick.
Segundo um comunicado de imprensa divulgado no site da universidade, o cérebro biológico do robô é composto por neurônios que são colocados em uma matriz com 60 eletrodos encerrados em uma cápsula. Os eletrodos recebem os sinais elétricos gerados pelas células, que são então utilizados para direcionar o movimento do robô.
Cada vez que o robô se aproxima de um objeto, sensores enviam sinais para estimular o cérebro. Em resposta, a saída do cérebro é usada para acionar as rodas do robô, esquerda e direita, de modo que ele se mova evitando atingir objetos.
O robô não tem nenhum controle adicional de um humano ou um computador, o seu único meio de decisão é a partir do seu próprio cérebro.
Esse resultado é um passo importante para descobrir como as memórias criam estruturas neurais no cérebro, e como determinadas informações são armazenadas, além de um melhor entendimento quanto à doenças e distúrbios como Alzheimer, Parkinson, derrame e lesão cerebral.
O estudo dessas doenças, e não a criação de um robô humanizado, é a principal motivação de Warwik e equipe.
"Para qualquer ser humano, uma ação pode ser repetida até sentir-se que tal atitude está se tornando automática - bem, de fato, as conexões em seu cérebro estão reforçando de forma eficaz o processo de repetição em busca do movimento automático - com o cérebro de rato do robô realmente podemos olhar para estas ligações de reforço dia a dia sob o microscópio. É fascinante", completou Warwick.
Um vídeo com uma demonstração do ciborgue pode ser visto em bit.ly/BrainBot.

Robôs domésticos põem em risco segurança e privacidade dos donos

Mascotes eletrônicos
Se ainda não são muito comuns no Brasil, os robôs já representam um dos gadgets preferidos dos aficionados por tecnologia no Japão e nos Estados Unidos.
Os robôs de maior sucesso no mercado são utilizados para limpeza e para entretenimento, mas também já estão disponíveis robôs de companhia, auxiliares de comunicação e robôs de vigilância e segurança.
E alguns deles, embora catalogados como brinquedos, têm capacidades de comunicação semelhantes a qualquer computador conectado à Internet, inclusive com captura de áudio e vídeo em tempo real.

Segurança e privacidade
Mas a segurança não parece ser o ponto forte desses robôs, nem mesmo daqueles projetados para vigiar as residências. Segundo pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, as questões de privacidade e segurança dos usuários ainda não receberam a atenção que merecem dos fabricantes desses robôs.
E não se trata de robôs que possam se virar contra seus donos e fazer-lhes mal por si mesmos, mas de robôs que podem ser controlados por pessoas mal-intencionadas para fazer males, inclusive físicos.
"Tem sido dada muita atenção às questões de tornar os robôs mais inteligentes e ao risco de que eles venham a se tornar perigosos. Mas há um risco muito maior e de curto prazo - o de que os robôs sejam utilizados por pessoas mal-intencionadas para fazerem coisas ruins," explica o pesquisador Tadayoshi Kohno.

Problemas de segurança nos robôs domésticos
Os riscos associados aos robôs atualmente no mercado, segundo Kohno e seus colegas, envolvem principalmente seu funcionamento como uma estação coletora de dados, que podem ser interceptados sem muita dificuldade.

Mão robótica reproduz tato e sensações da mão real

Cientistas europeus apresentaram o primeiro protótipo de sua longamente esperada "mão robótica inteligente."
O projeto, que reúne pesquisadores de universidades e empresas, prometia uma mão artificial "definitiva," que viesse atender as expectativas das pessoas amputadas em receber um implante artificial que lhes permitisse reconquistar a maior parte das funcionalidades do membro perdido.

Mão artificial com sensibilidade
A espera parece ter valido a pena. A mão robótica apresentada reproduz todos os movimentos de uma mão natural, além de trazer as sensações ambientais e o sentido do tato.
Segundo os pesquisadores, a nova mão robótica possui 4 motores elétricos e 40 sensores apenas em sua parte sensorial. Esses motores e sensores são ativados quando pressionados contra um objeto. Os sensores enviam os sinais captados para os nervos, ativando a rota até o cérebro, permitindo que o paciente sinta o objeto como se tivesse de volta sua mão natural.
"Eu estou usando músculos que eu não usava há anos. Quando eu pego algo, eu posso sentir o objeto em meus dedos, o que é estranho, porque eu não tenho mais os dedos," contou Robin Ekenstam, um dos pacientes que está testando a nova mão artificial. "É maravilhoso," resume ele.

Sistema sensorial robótico
Reunidos na Universidade de Lund, na Suécia, os pesquisadores continuarão a trabalhar no sistema sensorial da mão robótica. Segundo eles, o próximo desafio a ser vencido será miniaturizar os motores e os cabos.
O próximo protótipo também deverá receber uma minúscula unidade de processamento e um sistema de comunicação entre os diversos pontos da pele artificial, o que permitirá aprimorar as sensações e aumentar a funcionalidade da prótese.
Mão artificial quase natural
A neurologia já oferece um mapeamento bastante preciso do cérebro humano, mostrando que cada nervo estimula partes precisas do cérebro. Usando essa informação, os cientistas querem colocar sensores na mão robótica que permitam ativar a maioria das áreas cerebrais, imitando o funcionamento de uma mão real com muita precisão.
"Se você estimular os pontos certos, nós sabemos que as áreas corretas do córtex cerebral serão ativadas. Em outras palavras, se você pressionar a ponta do indicador da mão artificial, a área equivalente ao seu dedo indicador daquela mão será ativada no cérebro," diz o Dr. Goran Lundborg, membro da equipe e especialistas em movimentos da mão.
No futuro, a equipe espera criar um sistema duplo de comunicações, em que tanto os sinais dos sensores serão enviados para o cérebro, quanto os sinais cerebrais ativarão os sensores da mão. "A futura interface neural poderá ser implantada no interior do braço, de onde sairão as conexões para a interface da prótese," prometem os pesquisadores.

Microrrobô salta e voa com precisão até o alvo

Robô saltador
Em 2008, pesquisadores suíços apresentaram um robô saltador inspirado em grilos e gafanhotos. Pesando apenas 7 gramas, o robô é capaz de saltar uma distância equivalente a 27 vezes o tamanho do seu próprio corpo.
Robôs saltadores geram bastante interesse entre os pesquisadores que trabalham com robôs miniaturizados. O salto é a forma mais eficiente de se livrar de obstáculos, que são muito difíceis de vencer abaixo de determinadas dimensões.

Microplanador
Como queriam ir ainda mais longe, os pesquisadores resolveram utilizar o robô saltador como uma espécie de plataforma de lançamento para um robô voador, que poderá lançar-se em uma missão a partir de qualquer ponto, sem precisar ser lançado ou contar com aparatos fixos de decolagem.
Toda a estrutura do robô saltador transformou-se na base do microrrobô voador, como se fosse um trem de pouso. Ou, seria também igualmente justo falar, o robô saltador recebeu asas.
Depois de pronto, agora mais pesado, o microrrobô voador é capaz de saltar a uma altura de até 1,4 metro, o que é suficiente para que ele alce voo. Ao receber o comando de lançamento, o robô salta, alça voo e dirige-se até um ponto determinado, onde pousa e se prepara para outra "missão." A preparação inclui o recarregamento de suas baterias por meio de células solares.

Asas com músculos artificiais
Agora os cientistas estão trabalhando na capacidade de manter um voo estável. Devido à sua leveza, não é necessário um vento muito forte para tirá-lo do rumo e impedir que ele atinja o alvo programado. A seguir, eles darão ao robô a capacidade de desviar-se de obstáculos que se coloquem em seu caminho.
Uma outra possibilidade futura será dotar o robô - que é um microplanador e não um microavião - de motores que o permitam voar de forma ativa, com maior controle e maior alcance.
Mesmo não tendo motor, o microplanador tem controle sobre o voo - o que o permite estabilizar-se - por meio de músculos artificiais. Os músculos dão total controle sobre as asas. Em um ambiente fechado, não sujeito a ventos, o protótipo é capaz de lançar-se aos ares e voar diretamente em direção a uma fonte de luz.

Submarino-robô usa propulsão inspirada em peixe-elétrico

Os engenheiros da Universidade de Bath, na Inglaterra, parecem decididos a construir um zoológico robótico.
Não satisfeitos com seus robôs saltitantes inspirados em esquilos, gafanhotos e até pulgas, eles agora lançaram mais um robô inspirado em peixes, o Gymnobot.

Meio peixe, meio submarino
Existem várias abordagens para a criação de peixes robotizados, incluindo os robôs verdadeiramente biomiméticos, que se parecem e se movimentam como peixes, até os submarinos robotizados, que pedem emprestada alguma característica dos peixes para otimizar seu funcionamento.
A equipe do professor William Megill adotou esta última abordagem. Inspirando-se no peixe-elétrico da Amazônia, os pesquisadores construíram um submarino e substituíram sua hélice por uma barbatana inferior que se movimenta como a barbatana do peixe.
Um sistema de virabrequins, semelhantes ao de um motor de automóvel, faz com que a barbatana ondule de forma precisa, movendo o submarino. O conjunto de virabrequins é movimentado por um motor elétrico. O corpo do submarino é feito de uma estrutura rígida. Apenas a barbatana se movimenta.

Navegando em águas rasas
O objetivo da pesquisa é criar um robô que seja capaz de filmar e coletar dados da vida marinha nas proximidades da costa, onde a profundidade é muito pequena para os submersíveis tradicionais, movidos por hélices, e cheia de obstáculos, exigindo manobras precisas.
"O peixe-elétrico tem uma barbatana central que se movimenta ao longo do seu corpo e cria uma onda na água que permite que ele nade para frente ou para trás com facilidade," diz o Dr. Megill.
"O Gymnobot imita essa barbatana e cria uma onda na água que o movimenta. Esta forma de propulsão é potencialmente muito mais eficiente do que um propulsor convencional e é mais fácil de controlar em águas rasas próximas à costa," diz ele.

Microrrobôs que imitam insetos começam a ser fabricados em larga escala

Robôs que imitam insetos
O grupo europeu de pesquisa I-Swarm (enxames inteligentes) vem trabalhando há anos no desenvolvimento de microrrobôs capazes de atuarem em conjunto como insetos, reproduzindo o comportamento coletivo de formigas, abelhas e cupins.
Inicialmente eles idealizaram os nanitos, microrrobôs milimétricos capazes de agir coletivamente.
A seguir, eles propuseram que seus microrrobôs, então do tamanho de uma moeda, poderiam ser utilizados para construir as primeiras obras civis na Lua, antecedendo os astronautas. Utilizando a capacidade que formigas e cupins têm para construir galerias e estruturas elevadas, os pesquisadores esperam usar os mesmos mecanismos para levantar estruturas que possam ser úteis ao ser humano - veja Formigas robóticas poderão construir casas em Marte.

Robôs-insetos
Agora eles atingiram um patamar que consideram essencial para o desenvolvimento de seus conceitos: eles finalmente conseguiram fabricar microrrobôs que se aproximam do tamanho dos insetos que planejam imitar.
A miniaturização da eletrônica está muito além do que seria necessário para a construção de robôs milimétricos. Mas um robô não tem só "cérebro." Robôs precisam de sistemas de comunicação e antenas, para se comunicarem entre si e com a central de controle, meios de locomoção, dispositivos para armazenamento de energia e, não menos importante, sensores, com os quais poderão interagir com o meio ambiente e saber se sua tarefa já foi cumprida.
A realização do que até agora era apenas conceito e projeto dependeu de uma "inovação" quase simplória - os pesquisadores substituíram as soldas, que uniam as diversas partes elétricas, eletrônicas e mecânicas do robô, por uma cola capaz de conduzir eletricidade.
Até mesmo os componentes eletrônicos são colados nas placas de circuito impresso. Em vez das placas rígidas, foi utilizada uma placa flexível com fiações nas duas faces. Depois de fixados os componentes, a placa é enrolada, criando o robô tridimensional.

O espaço é o limite
Cada robô mede menos de 4 milímetros e é movimentado por três pernas vibratórias. Uma quarta perna serve como sensor de toque.
Como o microrrobô é muito pequeno, um minúsculo painel solar montado em sua parte superior é capaz de suprir toda a energia necessária para o seu funcionamento.
O próximo passo da pesquisa é começar a produzir os microrrobôs em larga escala. "Chegou a hora desses robôs miniaturizados deixarem os laboratórios de pesquisa e encontrarem aplicações úteis," comemora o pesquisador Erik Edqvist.
Entre essas aplicações o pesquisador sugere tarefas de vigilância, microfabricação e limpeza. Além, é claro, da construção de obras na Lua ou em Marte.

Peixes-robôs flexíveis nadam como peixes reais

Um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, acaba de apresentar uma série de robôs que nadam de forma semelhante à dos peixes, com agilidade e velocidade inéditas.
Fabricados para a exploração marinha, os robôs foram projetados para realizar manobras em espaços inviáveis para os veículos submarinos tradicionais.

Peixes-robôs patrulheiros
A ideia é construir peixes-robôs de baixo custo e com tamanhos variados, que seriam usados em grupos para inspecionar estruturas como tubulações de óleo ou gás, patrulhar portos, rios e lagos e auxiliar na identificação de poluentes, entre outras aplicações.
"Devido à grande resistência, [os peixes-robôs] seriam ideais como unidades de exploração para uso durante períodos extensos. Podemos, por exemplo, lançar vários e, mesmo que apenas uma pequena parte retorne, isso poderia representar o sucesso de uma missão sem ter que incorrer em uma grande perda de capital investido", disse Valdivia Alvarado, do Departamento de Engenharia Mecânica do MIT, um dos autores da pesquisa.

Peixes pequenos
Robôs em forma de peixe não são novos. Há 25 anos, outro grupo do MIT demonstrou o Robotuna ("atum robô"), com cerca de 1,2 metro de comprimento. Mas enquanto o Robotuna tinha 2.843 partes controladas por seis motores, os novos têm menos de 30 centímetros, um único motor e contam com dez partes móveis.
Uma das partes é o próprio corpo, que é flexível e protege as partes internas das variações climáticas e ambientais. O corpo é feito de polímeros macios, o que o torna capaz de realizar movimentos semelhantes aos de um peixe, ganhando impulso por meio da contração de "músculos" localizados nas laterais, gerando uma onda que passa da cabeça à cauda do robô.
A ideia original do projeto foi publicada no periódico Dynamic Systems Measurements and Control e um novo artigo com os modelos recém-construídos sairá em breve.

Peixe à prova d'água
Peixes são altamente capazes de se deslocar pelo ambiente em que vivem, podendo nadar em velocidades de até dez vezes o comprimento de seu corpo por segundo. Os peixes-robôs do MIT são capazes de nadar a cerca de uma vez o comprimento do corpo por segundo. Parece pouco, mas é muito mais rápido do que modelos anteriores.
O novo robô também é mais durável. Como seu revestimento não tem costura, não há chance de que a água entre e danifique os componentes interiores. O grupo tem protótipos com quatro anos de funcionamento que continuam operando sem problemas em tanques de teste.

Eliminando os fios
Os protótipos atuais precisam de uma fonte de energia de 2,5 a 5 watts, dependendo do tamanho. A eletricidade vem de uma fonte externa, transmitida por fios, mas os pesquisadores querem substituí-la em breve por baterias.
Ainda este ano o grupo pretende conseguir movimentos ainda mais complexos e testar protótipos de robôs que lembrem lagartos ou arraias. "O peixe foi uma demonstração da aplicação do conceito, mas queremos aplicar a tecnologia em outras formas de movimento, para que possa ser útil tanto na água como na terra ou no ar", disse Alvarado.

Computador vai substituir nariz humano em usina nuclear

Muitos das centenas de trabalhadores na usina nuclear Shearon Harris, em New Hill, Carolina do Norte, se ocupam de tarefas de alta tecnologia como calibragem de equipamento, monitoração de campos radiativos ou controle do reator. Mas há três funcionários de plantão 24 horas ao dia para uma função que poderia ter vindo de outro século.
Eles farejam fumaça. Caminham quilômetros a cada dia, subindo e descendo escadas e percorrendo vastos corredores e passagens estreitas, visitando os pontos mais sensíveis pelo menos uma vez por hora para garantir que não tenha surgido um incêndio.
"Estou em ótima forma, talvez a melhor de minha vida", diz Timothy Baldwin, 33 anos, que é vigia de incêndio na usina há quatro anos e diz percorrer 20 km diários, incluindo 60 lances de escadas, e gastar as solas de três pares de tênis ao ano.
Mas a Shearon Harris deseja eliminar cargos como o de Baldwin, e a Comissão Regulatória Nuclear compartilha desse desejo. A comissão, que regulamenta todas as atividades nucleares dos Estados Unidos, recomendou que as usinas nucleares adotem método mais sistemático de avaliar riscos de incêndio - com o uso de um programa de computador.
O novo método permite avaliar todos os cantos da usina, centenas de quilômetros de cabos elétricos e dezenas de bombas e válvulas motorizadas.
A comissão quer que essa abordagem substitua suas regras originais, que dispõem procedimentos estritos sem abrir espaço a análise, disse John Grobe, diretor associado de sistemas de engenharia e segurança, na organização.
Grobe diz que a meta é criar regras "mais informadas" para o caso de incêndio, concentradas em locais e sistemas específicos e igualmente importantes para os funcionamentos dos outros 104 reatores nucleares para geração de eletricidade em uso nos Estados Unidos.
Em todo o país, as usinas agora podem escolher entre manter os padrões atuais de segurança contra incêndio da comissão ou adotar a nova abordagem de gestão de riscos. Até o momento, informa a comissão, 51 das 104 optaram pelo novo método. A Shearon Harris concluirá a transição em novembro de 2010, diz J. Anthony Maness, superintendente de grandes projetos na usina.
Antes de março de 1975, quando um incêndio no complexo nuclear de Browns Ferry, controlado pela Tennesse Valley Authority, ameaçou negar aos operadores todo o contato com as bombas e válvulas necessárias a controlar a usina, as autoridades regulatórias do setor nuclear não viam incêndios como séria preocupação.
Mas aquela conflagração, a única ocorrida até hoje no setor nuclear norte-americano, poderia ter resultado em derretimento do núcleo atômico da usina. Mesmo assim, nas décadas seguintes os avanços em termos de controle de incêndio foram modestos.
Uma das primeiras soluções foi instalar barreiras contra o fogo com resistência teórica de três horas. Mas posteriormente foi provado que elas falhavam antes do prazo suposto.
As usinas tentaram compensar usando vigias como Baldwin, e outros funcionários encarregados de correr a determinados postos e operar bombas e válvulas manualmente, caso os cabos elétricos que as conectam ao posto de controle se queimem em um incêndio.
"O problema nunca foi resolvido a contento", diz Gregory Jaczko, que assumiu em meio a presidência da Comissão Regulatória Nuclear e deu prioridade à proteção contra incêndio.
Nos anos posteriores ao incêndio em Browns Ferry, causado por um eletricista que estava usando uma vela para localizar um vazamento de ar, a comissão impôs algumas regras bastante específicas, As usinas já contam com sistemas duplicados, mas a comissão decidiu que os cabos da sala de controle às bombas alternativas teriam de seguir rotas diferenciadas, e ficar separados por uma determinada distância ou barreira antifogo.
Algumas usinas seguiram as regras à risca, e outras, como a Shearon Harris, foram autorizadas a continuar operando se adotassem medidas compensatórias, como patrulhas de incêndio ou formação de equipes para controle manual de válvulas e bombas, em caso de incêndio. A adoção do novo método de análise de risco é recebida positivamente pelo setor mas não por alguns de seus críticos.
Edwin Lyman, cientista sênior da Union of Concerned Scientists, grupo que protege a segurança ambiental, diz que os analistas poderiam nem sempre antecipar a gama plena de riscos em uma dada usina.
"A abordagem que a comissão deseja é usar a varinha de condão da análise de riscos, para remover muitas das regras atuais de segurança", afirma. Para ele, estimar o risco de um evento capaz de causar incêndio é difícil, porque o histórico de incidentes desse tipo é mínimo. "Precisamos de uma ¿defesa em profundidade¿ para compensar aquilo que não sabemos", ele afirmou, tomando de empréstimo a expressão que o setor nuclear emprega para promover suas regras padronizadas de segurança.
Mas Jaczko afirma que está encorajado por tantas usinas optarem pela análise de riscos, em lugar de se apegarem aos padrões atuais. A proteção contra incêndios "é uma daquelas questões perenes que precisam enfim ser resolvidas", disse.

Robô desenvolvido nos EUA trata soldados feridos a distância

Um robô com uma câmera de alta tecnologia foi desenvolvido nos Estados Unidos para ajudar os médicos a tratar soldados feridos em praticamente qualquer lugar do mundo. O aparato se chama "Chungbot" e foi criado por Kevin Chung, diretor da unidade de cuidados intensivos para queimados do Centro Médico Militar Brooke, em San Antonio, Texas.
O robô é controlado com um computador portátil e um joystick digital. Ele transmite imagens e sons entre o médico e o paciente, permitindo o acompanhamento e o diagnóstico rápido de um especialista mesmo que o paciente esteja a quilômetros de distância.
A câmera integrada capta imagens em alta definição de vários ângulos e as envia ao médico, que pode por meio do zoom ver o paciente com maior nitidez.
Em três anos, médicos do exército americano fizeram 200 intervenções a longa distância graças a este dispositivo. Quando o doutor Chung esteve no Iraque, atendeu soldados feridos que continuou monitorando e tratando mesmo depois do retorno aos EUA.

Simulador de voo de moscas dá novas dicas para visão artificial

Cérebro poderoso
Moscas são chatas e desagradáveis. Mas uma coisa é preciso admitir: elas são voadoras excepcionais - são rápidas, mudam de direção subitamente, pairam no ar, giram ao redor do próprio eixo durante o voo e conseguem pousar precisamente sem nenhuma desaceleração perceptível.
Inspirados nessas capacidades de voo e de manobras, e decididos a melhorar a capacidade visual dos robôs, cientistas da Universidade de Munique e do Instituto Max Planck, ambos na Alemanha, decidiram desvendar os segredos por trás dessas habilidades - afinal de contas, como é que o minúsculo cérebro de uma mosca consegue processar a multiplicidade de sinais e de imagens que chegam até ele a cada segundo?
Enquanto os robôs atuais têm dificuldades em navegar até mesmo entre objetos parados, as moscas são capazes de desviar de uma mão que tenta agarrá-las em uma fração de segundo. Os primeiros robôs que começam a ser dotados de capacidades comparáveis de velocidade de reação ainda são fixos e conseguem lidar tão-somente com objetos definidos - veja Mão robótica pega bola no ar e Apresentadas as mãos robóticas mais rápidas do mundo.

Processamento visual
A destreza das moscas é possível graças a um processamento visual bastante superior ao humano. Enquanto um olho humano entende uma sequência de apenas 25 imagens por segundo como se fosse um movimento contínuo, uma mosca percebe até 100 imagens por segundo como imagens discretas, interpretando-as com rapidez suficiente para determinar precisamente sua posição no espaço e desviar-se de qualquer obstáculo, fixo ou em movimento.
Para testar suas hipóteses e serem capazes de simular o processamento de imagens com uma eficiência comparável ao do cérebro desses insetos, os cientistas decidiram criar uma ferramenta de pesquisa pouco usual: um simulador de voo para moscas.

Simulador de voo para moscas
Usando o simulador, os cientistas estão conseguindo acompanhar em tempo real o que acontece no cérebro das moscas enquanto elas estão voando. O objetivo da pesquisa é, uma vez descoberto o segredo de tamanho destreza no voo, colocar essas informações a serviço do homem, equipando robôs que se tornarão capazes de captar de forma independente o que está acontecendo no ambiente ao seu redor.
As câmeras digitais usadas como "olhos" dos robôs são capazes de captar uma quantidade enorme de imagens. Processá-las, contudo, é um desafio à parte.
Para descobrir como o cérebro das moscas faz isso, os cientistas construíram o simulador de voo para que as moscas voem como se estivessem em um ambiente natural, mas permanecendo o tempo todo presas. Desta foram, os cientistas podem acompanhar, por meio de eletrodos, o que está acontecendo em seu cérebro.
A mosca é inserida em uma espécie de ambiente imersivo, onde telas são utilizadas para mostrar imagens em movimento ao redor de uma sala repleta de obstáculos. O estímulo para que a mosca voe é dado por um fluxo de vento.

Campos de fluxo óptico
Segundo o professor Alexander Borst, os primeiros resultados mostram uma coisa claramente: a forma como as moscas processam as imagens captadas por seus olhos imóveis é totalmente diferente da forma como os humanos processamos os sinais visuais.
Os movimentos produzem os chamados "campos de fluxo óptico", que caracterizam tipos específicos de movimento. Quando a mosca se move para a frente, por exemplo, os objetos vão passando ao seu lado, enquanto os objetos à frente começam a parecer maiores. Objetos próximos parecem se mover diferentemente dos objetos distantes.
O primeiro passo que o cérebro da mosca deve dar é construir um modelo desses movimentos. A velocidade e a direção com que esses objetos parecem se mover à frente dos olhos da mosca gera, a cada instante, um padrão típico de vetores de movimento, o campo de fluxo óptico.
Em um segundo passo, o campo de fluxo é avaliado por uma estrutura de alto nível do centro visual do cérebro, a chamada placa lobular. Em cada hemisfério há apenas 60 nervos responsáveis por essa tarefa, cada um reagindo com intensidade específica quando se defronta com o padrão apropriado para ele.

Simulando o cérebro de uma mosca
Para fazer a análise dos campos de fluxo óptico, é importante que as informações sobre o movimento captados pelos dois olhos sejam integradas. Isso é feito por meio de uma conexão direta de neurônios, chamados células VS. Desta forma, a mosca obtém um dado preciso sobre sua posição e movimento.
O entendimento do papel preciso das células VS é destacado pelo professor Borst como um dos principais avanços da pesquisa.
Agora os pesquisadores vão começar a desenvolver pequenos robôs voadores cujo sistema de posicionamento e movimento em voo será controlado por um programa de computador projetado para replicar o que acontece no cérebro das moscas.
O objetivo de longo prazo da pesquisa é a criação de máquinas inteligentes ao menos no aspecto de movimento, que possam transitar entre as pessoas sem riscos para elas e nem para o robô.

Mensagens no Twitter movimentam robô de papelão

O site da publicação britânica “The Guardian” divulgou a criação de um robô de papelão – o Guardian Robot – que interage com as mensagens divulgadas no serviço de microblog Twitter.

O robô criado por Ken Lim identifica mensagens tristes e felizes twittadas na rede social. No caso positivo, ele aguarda um cumprimento de Lim – o high five, em inglês -- até que abaixe o braço. No caso negativo, Lim deve “abraçá-lo”, encostando em um sensor na cintura do humanóide. Um vídeo mostra esses movimentos.
Já no universo virtual, o robô tem seu próprio perfil no Twitter. Quando ele recebe uma mensagem de #highfive, envia ao usuário um cumprimento (“high five”, em inglês). Se receber #ineedahug, manda um abraço para o internauta. O “Guardian” explica tecnicamente como a máquina funciona.

Quer robôs responsáveis? Comece com humanos responsáveis

Interação entre humanos e robôs
As preocupações com a interação entre humanos e robôs estão tomando corpo e chamando a atenção de pesquisadores e autoridades de várias partes do mundo. As demonstrações mais recentes do que a tecnologia já é capaz de fazer não deixa dúvidas que os humanos logo terão que aprender a conviver com os robôs.
Mas, segundo alguns pesquisadores, talvez seja necessário antes garantir que os robôs terão condições de conviver com os humanos sem causar-lhes ameaças ou danos.
"Nossa visão cultural dos robôs tem sido sempre anti-pessoas e pró-robôs," afirma David Woods, da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. "A filosofia tem sido: 'certo, as pessoas cometem erros, mas os robôs farão melhor, eles serão uma versão perfeita de nós mesmos'."

Três Leis de Asimov
Essa visão romântica provavelmente tem suas origens nas três leis que o escritor Isaac Asimov estabeleceu para a robótica, nos anos 1940:
1ª Lei: um robô não pode fazer mal a um ser humano e nem, por omissão, permitir que algum mal lhe aconteça. 2ª Lei: um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, exceto quando estas contrariarem a Primeira Lei. 3ª Lei: um robô deve proteger a sua integridade física, desde que, com isto, não contrarie a Primeira e a Segunda leis.Leis mais realistas
Mas Woods acredita que é necessário pensar de forma mais realística, com os pés no chão. "Para que essas leis tenham sentido, os robôs devem possuir um grau de inteligência social e de inteligência moral. Quando vislumbramos nosso futuro com os robôs, nós focamos em nossas esperanças e em nossos desejos e aspirações sobre os robôs - nós não focamos na realidade," diz ele.
E, como dose extra de realismo, Woods e seu colega Robin Murphy propõem novas regras para os robôs. Na verdade, três novas leis da robótica, menos voltadas ao ideal de um robô que entende o suficiente para saber o que deve e o que não deve fazer, como nas leis de Asimov, e mais "focadas na realidade," como dizem os pesquisadores - a realidade de quem constrói os robôs e deve muni-los de "qualidades" e "responsabilidades" adequadas para não colocar em risco os humanos que conviverão com os robôs.

EUA testam veículos não tripulados e robôs como soldados

Os soldados se agacharam sob o sol escaldante do deserto, aguardando para irromper num vilarejo de condições similares às encontradas no Iraque e Afeganistão. Mas, dessa vez, eles contavam com ajuda de alta-tecnologia, num exercício militar com a intenção de testar novos aparelhos, operados pelos próprios soldados, que podem diminuir o perigo dessas desgastantes missões no futuro.
Com o início do ataque simulado desta ampla base militar, os pequenos veículos teleguiados passaram a pairar pelas janelas das casas do vilarejo observando insurgentes reunidos.
Pequenos robôs - como o R2-D2 de Guerra nas Estrelas - atravessaram algumas das portas, transmitindo ao vivo a posição dos inimigos alarmados. Sensores eletrônicos instalados nas proximidades checavam as rotas de fuga. E uma bateria de mísseis de 1,8 m se mantinha em alerta à distância no deserto, para destruir veículos que tentassem chegar para ajudar os insurgentes.
"Quando estava no Iraque, nós não conseguíamos enxergar o que estávamos atacando", conta o especialista Randall Thompson, que opera os robôs. "Mas com este equipamento, podemos pelo menos dar uma olhada".
O exército tenta distanciar essa iniciativa relativamente pequena, que ainda enfrenta dificuldades técnicas, da sombra de um programa mais amplo recentemente cancelado, que criava uma força armada verdadeiramente moderna, com uma nova geração de veículos de combate e uma vasta rede de comunicação sem fio.
Embora os grandes equipamentos tenham voltado para a mesa de projetos, oficiais do exército afirmam que essas tecnologias menores podem em pouco tempo fazer diferença para soldados em missões de caçada a insurgentes, consideradas mais perigosas.
O novo equipamento, em desenvolvimento pela Boeing e outros fornecedores, tem estimativa de custo de quase US$ 2 bilhões para as primeiras sete brigadas. Cada uma tem ao menos três mil soldados, com previsão de que o equipamento esteja em campo daqui a cerca de dois anos. Até 2025, o exército planeja equipar e melhorar todas as suas 73 brigadas reservistas e em operação.
As mudanças são um exemplo de uma mudança nos contratos do Pentágono visando a melhorias graduais e a um maior uso de tecnologias comerciais. Como exemplo, a iRobot, empresa de Massachusetts que desenvolve robôs de usos domésticos e industriais, está construindo os robôs do exército.
Oficiais afirmam que os novos aparelhos ajudarão na transformação das mais básicas brigadas de infantaria, que carregaram nos ombros a maior parte dos combates de ambas as guerras, mesmo tendo menor proteção e poder de fogo que unidades blindadas.
As aeronaves teleguiadas se parecem com cortadores de grama voadores, do tamanho de um barril de cerveja, e pousam sobre quatro pés de arame curvado. Com as câmeras de reconhecimento desses aparelhos, os mísseis de lançamento terrestre, chamados de "foguetes encaixotados", poderão ser usados por soldados para a destruição de forças hostis a mais de 30 km de distância, sem a necessidade de pedir o apoio de unidades de artilharia ou outra aeronave, segundo oficiais do exército.
Os robôs também podem fazer buscas em cavernas e carros em postos de checagem perigosos. E sensores podem cuidar de postos avançados e monitorar áreas livres de insurgentes, liberando mais soldados para o combate.
"Acredito que a diferença vai ser enorme", disse em entrevista o tenente-general Stephen M. Speakes, vice-chefe do estado-maior do exército.
O coronel Lee Fetterman, que está ajudando a supervisionar os testes, disse que as novas tecnologias são "métodos de transferir o risco de soldados a máquinas, algo do qual todos somos a favor".
O secretário de Defesa, Robert Gates, interrompeu a iniciativa mais ampla de modernização do exército, chamada Sistemas de Combate do Futuro, em junho. Sua preocupação envolvia potenciais aumentos de custo - podendo chegar a até US$ 160 bilhões - e havia dúvidas se os novos veículos de combate propiciariam proteção suficiente contra bombas artesanais em estradas.
Em comparação a aquela visão mais ampla, "parece que muitas expectativas foram reduzidas a algo bem menor", disse o deputado democrata Neil Abercrombie, do Havaí, que chefia o subcomitê da Câmara que supervisiona o exército.
Gates, que ordenou o exército a levar os veículos de combate de volta à prancheta de desenhos, e líderes no Congresso como Abercrombie pressionaram os militares a disponibilizar as melhorias para a infantaria o mais rápido possível.
Assim, 1.150 soldados, a maioria com experiência no Iraque ou Afeganistão, têm testado o maquinário em Fort Bliss e na área de testes de mísseis de White Sands, onde a combinação de deserto, montanhas e temperaturas de 38° reproduzem as condições dos atuais combates.
A maior parte dos soldados está entusiasmada com as novas capacidades. Algumas unidades do exército já operam pequenas aeronaves e robôs portáteis capazes de desarmar bombas caseiras, enquanto o operador fica a uma distância segura. Mas os novos veículos teleguiados, desenvolvidos pela Honeywell, são projetados para flutuar como helicópteros sobre um ponto crucial do campo de batalha, ao invés de voarem em círculos amplos. E se um esquadrão de ataque precisar, por exemplo, arremessar o robô de 16 kg através de uma janela, e ele acabar caindo de cabeça para baixo, ele será capaz de se virar e iniciar a transmissão do vídeo.
Os sensores, desenvolvidos pela Textron, enviam alertas e imagens do campo ou do interior de edifícios. Um dispositivo, que pode ser enterrado próximo a uma estrada, pode até discernir entre a aproximação ou passagem de homens, caminhões e tanques por meio de leituras sísmicas.
Os mísseis de precisão podem representar um grande avanço. Quinze deles cabem em um lançador do tamanho de uma geladeira. Eles estão sendo projetados pela Raytheon e Lockheed Martin para sobrevoar ou contornar morros e montanhas, corrigindo seu curso durante o voo. As ogivas devem ser poderosas o bastante para destruir um tanque em movimento, tornando as brigadas de infantaria mais potentes do que nunca.
Mas alguns dos sistemas possuem falhas óbvias. Mesmo a centenas de metros de altura, o barulho das aeronaves lembra um cortador de gramas, e a Honeywell está estudando formas de abafar o som. Durante os testes, os soldados também sugeriram mudanças, como reprojetar os sensores de campo para torná-los menos perceptíveis.
E, segundo oficiais do exército, será a capacidade, ainda em desenvolvimento, de conectar todos esses sistemas através de meios de comunicação sem fio que garantirá o maior avanço.
Nos testes, os soldados em controle das aeronaves, robôs e sensores recebiam um vídeo em seus laptops ou outros aparelhos. Mas a rede não tem banda ou alcance suficiente para enviar mais do que fotografias para os líderes de pelotão em Humvees e, de lá, para o quartel-general.
Até mesmo as fotos chegam a ser um grande avanço em comparação às comunicações em uso, que são principalmente de dados e voz. Mas o Exército espera que um rádio novo e sofisticado, cujo desenvolvimento esbarrou em atrasos custosos, esteja pronto para estender a capacidade de vídeo da rede até o novo equipamento começar a ser produzido em 2011.
Uma agência de fiscalização do Congresso alertou que o exército está assumindo um risco ao testar o restante do equipamento sem que o transmissor de rádio esteja pronto. Mas oficiais do exército dizem que estão dispostos a arcar com as consequências para acelerar a implantação dos novos dispositivos.
"É como diz o ditado: uma imagem vale mais do que mil palavras", disse o tenente-coronel Kevin D. Hendricks, comandante de batalhão envolvido no recente exercício.
"Se conseguirmos antecipar um alerta de que um blindado está vindo pela estrada e atingirmos esse veículo com uma munição de precisão antes de meus soldados entrarem em contato com ele, essa é uma maneira que gostaria de lutar todas as guerras", acrescentou.