Mostrando postagens com marcador Mecânica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mecânica. Mostrar todas as postagens

Empresa lança prancha de surfe motorizada

Se você sempre quis surfar mesmo sem ter nenhuma onda, o PowerSki Jetboard pode ajudar. O produto é uma prancha motorizada, controlada por uma haste e com um motor resfriado por água com 45 cavalos de potência, que permite que se desenvolva uma velocidade de até 64 km/h. Segundo os desenvolvedores, o produto é uma mistura de surfe com wakeboarding (esporte no qual o atleta, com uma prancha nos pés, é puxado por uma lancha para fazer suas manobras).
O PowerSki Jetboard é desenvolvido pela empresa PowerSki International Corp, fundada especificamente para o lançamento da patente. A empresa é uma iniciativa de três investidores da Califórnia, nos Estados Unidos, que já eram envolvidos com engenharia de produtos e motores aquáticos: Bob Montgomery, Bjorn Elvin e Leo Greene. Os empresários buscam distribuidores e revendedores por todo o mundo.



Japoneses inventam roupa que amplifica a força do usuário

O professor Shigeki Toyama e sua equipe de pesquisadores da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tokyo inventaram uma roupa que amplifica a força dos braços e pernas do usuário. Feita em metal e plástico, a vestimenta tem oito motores elétricos e sensores que detectam movimentos e respondem a comandos com um sistema de reconhecimento de voz. A roupa reduz o esforço físico do usuário, em média, em 62%.
Toyama agora procura alguma empresa interessada em investir para começar a produzir o invento até o final do ano. A roupa robótica levou 15 anos para ser desenvolvida e espera-se que chegue no mercado japonês em 2012, com um custo inicial equivalente a R$ 22 mil. Os criadores esperam que o preço caia com a produção em massa da roupa.
A Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tokyo foi fundada em 1949 e também oferece cursos técnicos em agricultura e engenharia, além de mestrados e doutorados nesses campos de atuação.

Europa quer substituir carros por sistema de transporte aéreo pessoal

Transporte aéreo pessoal
A ideia de um meio de transporte aéreo pessoal é antiga, englobando conceitos de carros voadores e aviões pessoais até aparatos exóticos, como diversos tipos de mochilas voadoras, que nunca saíram da categoria de curiosidades.
Mas isso talvez agora possa mudar. O centro de pesquisas da União Europeia, um organismo multinacional que congrega os melhores cérebro do velho continente, decidiu apoiar um projeto chamado Sistema de Transporte Aéreo Pessoal, que adotou a sigla PPlane.
O consórcio, que recebeu um financiamento de €4,4 milhões, é liderado pela francesa Onera e inclui universidades e institutos de pesquisas de 11 países europeus.

Veículo aéreo
O objetivo do projeto é ambicioso: "um novo paradigma para o transporte aéreo, destinado a diminuir os congestionamentos e revolucionar o conceito de viagens."
Como um carro privado, o veículo aéreo PPlane pessoal deverá oferecer os benefícios da velocidade e da eficiência que só são possíveis quando o passageiro tem o veículo à sua inteira disposição para ir diretamente da origem ao destino, sem precisar dirigir-se a estações.
A proposta coloca ênfase no design ambientalmente responsável, incluindo baixos níveis de ruído e redução das emissões de gases, sistema de propulsão ecológico e eficiência energética.

Tirar carros de circulação
O maior objetivo a longo prazo é tirar carros de circulação, oferecendo em troca o conforto de uma viagem mais rápida, de um lado, e a sustentabilidade ambiental de outro.
"Os objetivos ambiciosos foram estabelecidos para proporcionar reduções drásticas de ruídos e emissões, um aumento significativo da eficiência de combustível, um nível de segurança comparável ao dos aviões convencionais e baixo custo," afirma José M. Martin Hernandez, coordenador do projeto.
O projeto PPlane tem três anos para apresentar seus resultados.

Nova tecnologia de baterias armazenará energia na lataria dos carros

Se o estágio tecnológico atual das baterias não é suficiente para fazer deslanchar a indústria dos carros elétricos, talvez a solução esteja em transformar a carroceria dos automóveis em uma gigantesca bateria.
Esta é a proposta de um grupo de engenheiros europeus que está investindo € 3,4 milhões para construir os primeiros protótipos de uma tecnologia que poderá revolucionar a concepção e a fabricação de carros híbridos e elétricos.

Bateria estrutural
Reunidos no Imperial College, de Londres, e apoiados pela fabricante Volvo, os pesquisadores estão desenvolvendo as primeiras amostras de um material capaz de armazenar e liberar energia elétrica e que também é forte e leve o suficiente para ser usado para a fabricação de peças estruturais de automóveis.
Além dos automóveis, os pesquisadores acreditam que seu material inovador, ainda cercado de mistério, mas já patenteado, poderá ser usado na fabricação dos gabinetes da maioria dos equipamentos eletroeletrônicos, como telefones celulares e computadores, que não precisariam mais de uma bateria separada. Isso tornaria esses equipamentos menores, mais leves e mais portáteis.

Pneu de estepe
Na primeira etapa, os cientistas estão usando o novo material compósito para construir o piso do porta-malas do carro, onde é normalmente colocado o pneu de estepe e que hoje é feito de aço.
O local foi escolhido por exigir rigidez do material mas sem comprometer qualquer aspecto de segurança. A Volvo irá usar a peça em carros de testes para avaliação. Somente depois de aprovado o material será usado em outras partes dos carros.
Bateria sem reação química
O material compósito é feito com uma mistura de fibras de carbono e uma resina polimérica e, segundo os pesquisadores, é capaz de armazenar a eletricidade e liberar grandes quantidades de energia muito mais rapidamente do que as baterias convencionais, aproximando-se do rendimento dos supercapacitores.
Além disso, o material não utiliza processos químicos para armazenar a energia, o que o torna mais rápido de recarregar do que as baterias convencionais. A ausência de reações químicas reduz drasticamente a degradação do material pelos constantes ciclos de carga e descarga, o que hoje é o maior responsável pela curta vida útil das baterias.
Carros mais leves
Os carros híbridos atuais possuem um motor de combustão interna, usado principalmente quando o motorista acelera o carro, e um motor elétrico alimentado por baterias, que é acionado quando o carro está em velocidade constante ou de cruzeiro.
O grande número de baterias exigido para dar uma autonomia razoável a esses carros também os torna mais pesados, o que significa que o carro consome mais energia e as baterias precisam ser recarregadas em intervalos menores.
Ao formar também a parte estrutural do carro, o novo material compósito capaz de armazenar energia ajudará a reduzir o peso do veículo. Os pesquisadores calculam que seu uso permitirá uma redução de 15 por cento no peso total do carro, o que deverá melhorar significativamente a autonomia dos futuros carros híbridos.

Celular fino como um cartão de crédito
Na primeira fase do projeto, os cientistas estão planejando aprimorar seu material compósito para aumentar sua densidade de energia, ou seja, sua capacidade de armazenar mais energia.
As propriedades mecânicas do material serão aprimoradas através do crescimento de nanotubos de carbono na superfície das fibras de carbono, o que também aumentará a área superficial do material, com um ganho adicional na sua capacidade de armazenar energia.
"Estamos realmente animados com o potencial desta nova tecnologia. Acreditamos que o carro do futuro poderá extrair energia do seu teto, do capô ou até mesmo das portas, graças ao nosso novo material compósito," diz o Dr. Emile Greenhalgh, coordenador do projeto.
"As aplicações futuristas para este material não param por aí - você poderá ter um celular tão fino quanto um cartão de crédito, porque ele já não precisará de uma bateria volumosa, ou um laptop que poderá extrair energia de seu próprio gabinete, podendo funcionar por mais tempo sem recarga. Estamos na primeira fase deste projeto e há um longo caminho a percorrer, mas acreditamos que o nosso material compósito é de fato promissor," conclui Greenhalgh.

Polímero regenerável prolonga a vida do óleo do motor

Pesquisadores da Universidade de Warwick, na Inglaterra, desenvolveram polímeros capazes de se autoconsertar que prometem estender a vida útil dos óleos automotivos, evitando danos ao motor e aumentando o tempo de troca.
Os polímeros poderão ser adicionados aos lubrificantes em geral, especialmente ao óleo do motor, mantendo as propriedades físicas do óleo por mais tempo, ajudando a aumentar a eficiência do motor e economizar combustível.

Aditivos para o óleo
Os polímeros são adicionados aos óleos automotivos para controlar propriedades físicas essenciais ao seu desempenho, como a viscosidade.
Mas o estresse termal e mecânico pode quebrar as longas cadeias poliméricas, diminuindo sua eficiência e deixando o óleo sem suas propriedades especificadas.
A inspiração para o desenvolvimento dos novos polímeros veio dos materiais biológicos, como a pele, que é capaz de se curar sozinha depois de sofrer algum corte ou ferimento.
A equipe do professor David Haddleton fez o mesmo projetando um polímero em formato de estrela-do-mar que é capaz de se regenerar no caso de algum dano, restaurando sua função de aumentar a viscosidade do óleo.
Química da regeneração
O polímero de metacrilato de metila tem longos braços, que podem ser cortados fora pelo estresse mecânico ou termal.
Os pesquisadores então acrescentaram adutos de Diels Alder na espinha dorsal do polímero, o que permite que as moléculas se regenerem por meio de uma reação de cicloadição Diels Alder - os adutos funcionam como uma espécie de terminação no braços do polímero.
"Outros tipos de química, como a química dos radicais livres, frequentemente sofrem reações colaterais indesejadas, ao passo que os grupos de Diels Alder costumam fazer apenas a reação de Diels Alder", explica Haddleton.
Esta seletividade torna a reação Diels Alder particularmente adequada para a reação de reforma que permite que os polímeros se autoconsertem, onde é importante ter grandes conversões sob condições brandas, para minimizar a perda no desempenho do polímero.
Os pesquisadores agora pretendem "otimizar a química antes de passá-la aos nossos colaboradores industriais para o desenvolvimento de novos lubrificantes automotivos," diz Haddleton.

"Avião submarino" ganha fama ao ser comprado por bilionário

Como conquistar a fama
A Hawkes Ocean Technologies era uma empresa quase desconhecida, que se especializou em construir pequenos submarinos com designs inovadores e alta tecnologia.
Mas ela acaba de ganhar fama, ao conseguir vender um de seus submersíveis, um modelo DeepFlight Merlin para o bilionário Richard Branson, mais conhecido pela sua empresa aeroespacial Virgin Galactic, que construiu a primeira espaçonave privada a atingir a órbita baixa da Terra.

Submarino para entretenimento
Branson vai usar o submarino como entretenimento para os hóspedes do seu hotel Necker Island, localizado nas Ilhas Virgens. Por isso ele batizou seu exemplar de Necker Nymph.
Um entretenimento que custará US$ 25 mil por semana. Os hóspedes que gostarem da diversão poderão se dirigir à Hawkes Ocean Technologies e adquirir seu próprio submarino a um preço aproximado de US$ 600 mil.

Aero submarino
O DeepFlight Merlin, que representa a terceira geração de submarinos da Hawkes Ocean, tem três cockpits. A melhor posição de pilotagem é a central, mas qualquer uma das três posições pode ser utilizada para controlar o veículo, o que é feito por meio de um joystick.
O mini-submarino pode mergulhar a uma profundidade de até 40 metros e atingir uma velocidade de 5 milhas náuticas por hora. A autonomia é de duas horas.
Ao contrário dos submarinos convencionais, o DeepFlight Merlin não usa lastros para submergir e emergir, mas dispositivos hidrodinâmicos, espécies de asas para a água - é por isto que o fabricante o chama de "aero submarino."
Segundo a empresa, o objetivo do veículo é ampliar as possibilidades do mergulho submarino, ao mesmo tempo dando a real sensação de um "voo subaquático."

Positivamente flutuante
Entre as tecnologias embarcadas neste que é o menor e mais leve submarino disponível atualmente, está um computador de voo e navegação (FAN-C - Flight and Navigation Computer), semelhante aos computadores de voo que equipam os aviões militares.
O FAN-C está programado para manter o submarino dentro de limites preestabelecidos de profundidade e controlar a velocidade com que podem ser feitas mudanças de profundidade, respeitando os mesmos limites impostos aos mergulhadores individuais.
Além disso, o Merlin DeepFlight é positivamente flutuante, o que significa que ele retorna automaticamente para a superfície em qualquer situação de emergência.

Características
A embarcação conta ainda com uma tripla redundância do sistema de suporte de vida. A única restrição é que os passageiros continuam precisando utilizar uma máscara para respirar.
O Merlin DeepFlight mede 4,57 metros de comprimento por 3 metros de largura e pesa 750 kg. Seus motores elétricos são alimentados por baterias recarregáveis de fosfato de lítio de 48 V, com capacidade de 10 kW/h. A recarga demora 10 horas.

Airbag pessoal acionado à distância vai proteger esportistas

A ideia de fabricar airbags individuais não é nova. O acessório é muito utilizado por esportistas.
Esquiadores, skatistas, alpinistas, montanhistas e um sem-número de adeptos de outros esportes de aventura têm muito a agradecer por eles.
Um airbag pessoal funciona criando uma onda de pressão no interior de um tubo, que perfura um cartucho de gás, fazendo com que os sacos de proteção inflem. O volume adicional criado ao redor da pessoa protege-a do impacto e da queda. No caso dos esquiadores na neve, a flutuabilidade extra muitas vezes evita que o esquiador seja enterrado pela neve.

Detectando a queda
Contudo, um desafio ainda restava por ser vencido para aprimorar de vez esta tecnologia de segurança.
Enquanto em um carro é possível instalar sensores que detectam a iminência do perigo e acionam os airbags, isso é muito mais difícil de fazer em uma pessoa - como saber que o atleta não está fazendo uma manobra radical e que, naquele momento, ele está simplesmente caindo?
Trabalhando com praticantes do esqui na neve, o Dr. Bernhard Budaker, do instituto alemão Fraunhofer, acredita ter achado uma solução.
Segundo ele, é uma sensação de extrema frustração quando um grupo de esquiadores vê um de seus colegas sendo perseguido e tragado por uma avalanche sem poder fazer nada - o próprio esquiador não tem tempo de reagir e, na maioria das vezes, não percebe que está para acontecer, sendo levado sem acionar seu airbag.

Airbag à distância
Com este cenário em mente, Budaker e seus colegas desenvolveram um novo sistema de airbag pessoal no qual uma unidade eletrônica garante que um instrutor ou colega possa acionar remotamente o airbag existente na mochila do esportista prestes a sofrer o acidente.
O novo airbag possui um gatilho extra, acionável à distância, além do tradicional, acionado pelo próprio esportista e que não tem grande serventia se a pessoa não percebe o perigo a tempo.
"Nós reprojetamos a alça de ativação para incorporar uma série de componentes eletrônicos, de forma que a ativação do airbag possa ser iniciada também por outros membros de uma equipe de esquiadores," diz o engenheiro.
O novo sistema de ativação, que já está pronto para comercialização, poderá ser adaptado nos airbags pessoais que já estão no mercado.

Segurança da segurança
Para evitar acidentes e ações mal-intencionadas, o sistema exige a configuração de operadores master e escravo. Somente um master pode ativar os airbags dos outros membros do grupo.
"Nós transmitimos em 868 e 915 megahertz. A interface de programação óptica do aplicativo permite a definição de grupos específicos. Os membros do grupo precisam colocar todas as suas mãos juntas para que se tornem uma unidade," explica Budaker.
O sinal de ativação tem um alcance entre 350 e 500 metros, mas esta distância pode ser estendida, uma vez que cada membro do grupo age como uma estação retransmissora - cada um passando adiante o sinal de acionamento.

Eletrônica de potência integrada a motor viabiliza veículos híbridos

O problema do custo
Os veículos híbridos - que utilizam pequenos motores a combustão em conjunto com geradores e motores elétricos - representam uma das mais promissoras opções para a diminuição do consumo de petróleo e da poluição nas cidades.
Isto porque toda a tecnologia necessária para sua fabricação já está disponível.
Contudo, continua havendo um empecilho grave aos veículos híbrido-elétricos: o custo.
A maioria das montadoras já apresentou seus protótipos de veículos híbridos, mas poucas conseguiram colocá-los em linha de produção não por desafios técnicos, mas justamente porque não seriam capazes de cobrir os custos de fabricação a preços competitivos com os veículos a gasolina ou etanol.

Motor integrado com eletrônica de potência
Agora, em uma pesquisa que não se originou em nenhuma grande montadora, mas no Instituto ETH, de Zurique, na Suíça, pode estar a solução para viabilizar a economia dos veículos híbridos.
Em sua tese de doutoramento, a engenheira Hanna Plesko desenvolveu um novo conceito de módulo de controle que integra as funções de eletrônica de potência no interior do próprio motor elétrico, o que reduz sensivelmente os custos necessários para a fabricação do conjunto, que hoje consiste em várias peças separadas.
A maior parte dos custos de fabricação dos veículos elétricos está no motor ou motores elétricos e no sistema eletrônico de gerenciamento de potência, cujo núcleo central são os inversores e conversores de corrente contínua.
A inovação desenvolvida por Hanna é baseada em um novo conceito onde esses componentes - motor elétrico e eletrônica de potência - desenvolvem várias funções simultaneamente. O uso múltiplo dos circuitos eletrônicos e do motor reduz a quantidade de componentes necessários, além de reduzir o volume do conjunto.

Conversores, inversores e motores
Nos veículos híbridos atuais, as baterias não alimentam apenas os motores elétricos, mas também o rádio, o ar-condicionado, os faróis etc. Enquanto esses componentes elétricos tradicionais exigem apenas uma tensão de 12 volts de corrente contínua, o sistema de acionamento dos motores elétricos exige três fases de corrente alternada com tensões entre 200 e 600 volts.
Por outro lado, os motores elétricos funcionam também como geradores a fim de gerar energia aproveitando a energia cinética durante as frenagens. Essa energia deve ser convertida para ser armazenada nas baterias.
Daí a importância dos componentes eletrônicos de potência, como os conversores DC/DC, que geram as diversas tensões de corrente contínua a partir das baterias, e os inversores, que convertem a corrente contínua em corrente alternada. Atualmente, todo esse aparato está em módulos separados dos motores.

Economia de custos
Hanna e seu orientador Jürgen Biela integraram tudo - motor, inversores e conversores - em uma única peça, gerenciando o motor em suas funções de motor e de gerador a partir de componentes montados dentro do próprio motor.
Ao combinar as diversas funções em uma mesma peça, os pesquisadores descobriram que poderiam economizar inúmeros componentes, além do próprio receptáculo físico. Menos componentes, menos matérias-primas e menos módulos a serem fabricados significam menos custos.
Os pesquisadores depositaram duas patentes para suas inovações e já possuem um protótipo de motor integrado de 3 kW, ainda pequeno para um veículo híbrido real, mas o suficiente para demonstrar os ganhos do novo conceito.

Projetor holográfico cria painel virtual no retrovisor do carro

Painel virtual
Alguns carros de luxo já possuem projetores que mostram informações diretamente no parabrisas, aumentando a segurança do motorista, que não precisa desviar o olhar da estrada para checar as informações no painel.
Agora, engenheiros ingleses desenvolveram um projetor a laser ultraminiaturizado que permitirá que informações sejam mostradas em espaços ainda menores, como nos retrovisores.
O protótipo, demonstrado em um simpósio realizado na semana passada nos Estados Unidos (Vehicles and Photons 2009 Symposium), projeta uma imagem sobre o retrovisor lateral de um carro dando a impressão de que a imagem está a uma distância de 2,5 metros de distância. Os símbolos ficam superpostos à imagem vista naturalmente pelo espelho.

Projetor holográfico
Enquanto o projetor usado na série 5 dos carros da marca BMW são enormes, o que inviabiliza seu uso em carros menores, a miniaturização do novo projetor permite que as imagens sejam mostradas em virtualmente qualquer ponto de um veículo.
O avanço foi possível graças a uma técnica a laser chamada projeção holográfica - o termo holográfico não se refere a uma projeção tridimensional ou a uma imagem holográfica, mas à técnica utilizada para projetar uma imagem 2D comum.
Segundo a empresa Light Blue Optics, responsável pelo desenvolvimento do novo mini projetor, a projeção holográfica utiliza padrões de interferência na luz para construir a imagem. O holograma é na verdade o padrão de difração, que é iluminado pelos feixes de laser para criar a imagem.

Autofoco
O sistema utiliza cristais líquidos sobre silício (LCOS), a mesma tecnologia reflectiva utilizada nas TVs de projeção. Os feixes de laser vermelho, verde e azul são modulados pelos cristais líquidos reflexivos para formar a imagem completa.
O uso do laser garante melhor visibilidade da imagem, melhor resolução e maior brilho. Mais importante, porém, é que o foco da imagem é mantido qualquer que seja a distância de visualização.
Segundo a empresa, os projetores holográficos também se adaptam para uso no parabrisas e no vidro traseiro do carro.

Carro de corrida movido a chocolate vai correr na Fórmula 3

Automobilismo verde
Será que a ideia de uma corrida de automóveis totalmente "verde" e sustentável poderia funcionar na prática? De acordo com o engenheiro Kerry Kirwan, da Universidade de Warwick, na Inglaterra, a resposta é um sonoro Sim!
Kirwan chefiou uma equipe da Universidade de Warwick, na Inglaterra, que construiu um carro de corrida para a categoria Fórmula 3 que é totalmente sustentável.

Combustível de chocolate
O carro foi construído com tecidos de linho, fibras de carbono recicladas e resina reciclada. Uma parte do sistema de direção foi moldada com polpa de cenoura. Ele é alimentado por um biocombustível feito com chocolate e gorduras animais e todos os seus lubrificantes são feitos a partir de óleos vegetais.
Mas este não é um carro apenas ambientalmente correto. Ele é também muito rápido. O Fórmula 3 "verde" atinge uma velocidade máxima de 215 km/h e faz de 0 a 100 em menos de 3 segundos. Um turbo garante mais torque mais veículo.

Corridas verdes
Já tendo recebido a aprovação de pilotos como Lewis Hamilton e Adam Carrol, além de Ross Brawn, dono da equipe do piloto Rubens Barrichello, o novo carro fará sua estreia no próximo dia 17 de Outubro, durante a prova de Fórmula 3 que será disputada no circuito de Brands Hatch.
A equipe espera provar definitivamente que carros de alto desempenho e competitivos podem ser construídos inteiramente de materiais sustentáveis. "O objetivo deste projeto é mostrar caminhos para que no futuro, as pessoas possam correr de forma 'verde'," diz o Dr. Kirwan.

Depois dos biocombustíveis, vêm aí os biolubrificantes

Todas as máquinas que têm peças móveis, do motor do seu carro ao seu barbeador elétrico, exigem lubrificantes para funcionar de forma suave e duradoura.
Hoje, a maioria dos lubrificantes é feita com o chamado "óleo base", acrescido com aditivos para melhorar o desempenho em cada uso em particular. A demanda mundial por esses aditivos está na cifra das centenas de milhões de toneladas anuais.

Bioaditivos
Pesquisadores do Serviço de Pesquisas Agrícolas dos Estados Unidos anunciaram um método que pode libertar a fabricação desses aditivos da dependência dos derivados de petróleo.
Os novos bioaditivos são adequados para uso na formulação de graxas, óleos de motor e fluidos hidráulicos, de transmissão e para perfuração, de acordo com Sevim Erhan, coordenadora da pesquisa.
Os aditivos renováveis podem ser produzidos a partir das moléculas de gordura - triglicérides - presentes em óleos naturais de soja, milho ou canola, além de óleos extraídos de outras variedades vegetais menos conhecidas.

Excede as especificações
Além de serem totalmente biodegradáveis, o que facilitará seu descarte pós-uso, os bioaditivos poderão ser utilizados tanto em lubrificantes tradicionais, à base de petróleo, como em lubrificantes também de origem vegetal.
Os aditivos atenderam a todos os critérios-padrão exigidos dos aditivos, incluindo as capacidades antifricção, antidesgaste, viscosidade, liquidez, ponto de inflamação elevado e estabilidade sob temperaturas extremas.
Em testes de laboratório de pequena escala, feitos para avaliar o desgaste e o atrito mediante o uso dos bioaditivos, os pesquisadores verificaram que sua formulação à base de plantas tem desempenho igual ou superior aos aditivos à base de petróleo disponíveis comercialmente.

Honda apresenta monociclo que simula movimento humano

A companhia japonesa Honda apresentou nesta quinta-feira um curioso dispositivo para facilitar os movimentos composto de apenas uma roda, mas que pode deslocar o ocupante em todas as direções, simulando o movimento humano.
O U3-X permite realizar deslocamentos sobre uma roda e mantém o equilíbrio, graças a uma tecnologia semelhante à que o fabricante japonês desenvolveu com o robô Asimo.
O compacto aparelho, em forma de oito, é colocado entre as pernas - como um banco - e pode ser dirigido através das inclinações do corpo do ocupante, uma técnica parecida à usada com o patinete elétrico Segway.
O novo aparelho permite ao usuário ajustar a velocidade, girar e se movimentar em todas as direções, assim como parar e manter o equilíbrio.
A Honda, que ainda está experimentando e trabalhando no desenvolvimento deste dispositivo ultracompacto, quer aplicar esta tecnologia a ambientes cotidianos para ver suas possibilidades de aplicação.
O U3-X foi elaborado para melhorar a mobilidade das pessoas, por exemplo, no local de trabalho, e mantém o usuário a uma distância próxima do chão e na mesma altura visual que os transeuntes.
A nova criação da Honda será apresentada junto com outras novidades no Salão do Motor de Tóquio, que começará em 24 de outubro.

Peças metálicas com memória voltam ao formato original depois de deformadas

A importância do clipe de papel
Nada parece ser mais útil durante uma reunião de trabalho do que um clipe de papel. Basta em olhar em volta da mesa para ver que a grande maioria dos participantes está mais envolvida em esticar o pequeno pedaço de metal do que em prestar atenção em quem está falando.
Felizmente, até mesmo as reuniões mais enfadonhas acabam. E se, em vez de jogar no lixo o monte de clipes destruídos, fosse possível inserir todos em um pequeno recipiente com água quente e todos voltassem ao seu formato original, prontos para a próxima reunião?

Metal com memória
É justamente isto o que está fazendo uma equipe de engenheiros alemães do Instituto de Mecânica dos Materiais (IWM). Eles não estão preocupados exatamente com os clipes de papel, mas com um tipo de metal com memória - se uma peça fabricada com estas ligas se deformar, elas voltam ao formato original com um pequeno aumento de temperatura.
Essas ligas, chamadas SMA (Shape Memory Alloys ou ligas com memória de formato), são conhecidas há bastante tempo, já tendo sido utilizadas em pesquisas com robôs e até na indústria automotiva. Há muitas outras possibilidades de aplicação, mas nem sempre é fácil prever o que vai acontecer com essas ligas e suas memórias.
As características estruturais dessas ligas com memória são extremamente complexas, fazendo com que o desenvolvimento de cada peça exija um exaustivo e caro processo de tentativa e erro, até que o componente fique operacional com as características desejadas.

Simulador numérico
Este problema agora foi resolvido com um simulador do comportamento das ligas com memória. "A simulação numérica que nós desenvolvemos já responde várias questões no início do trabalho, muito antes de construirmos o primeiro protótipo," diz o engenheiro Dirk Helm, do Instituto Fraunhofer, na Alemanha.
O simulador já demonstrou seu valor ao permitir que os engenheiros desenvolvessem vários objetos, entre os quais um minúsculo fórceps para endoscopia. Normalmente, esses microfórceps somente podem ser fabricados usando juntas. Como poderia um componente tão pequeno ser produzido em tais dimensões, mantendo sua elasticidade e a possibilidade de rápida esterilização e não possuir juntas?
O simulador deu a resposta, fornecendo as características mais importantes do componente, como a resistência do metal e a força resultante do próprio fórceps. Até a durabilidade do instrumento foi previsto com antecedência. "Usando as simulações, nós pudemos saltar etapas, evitando a construção de inúmeros protótipos. Isso representou uma economia muito grande porque as ligas metálicas com memória são muito caras e difíceis de trabalhar," disse Helm.

Filtros micromecânicos eliminam ruídos em telefones celulares

Pesquisadores da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma nova classe de minúsculos filtros mecânicos que poderão substituir com ganhos os circuitos eletrônicos utilizados para filtrar interferências em telefones celulares e outros equipamentos de telecomunicações.

Filtro de frequências
Os dispositivos, chamados ressonadores, vibram em padrões específicos, o que os permite cancelar ruídos de frequências determinadas, enquanto permitem a passagem das frequências desejadas. O resultado é um novo tipo de filtro "passa-banda", um componente largamente utilizado em eletrônica para permitir que somente os sinais adequados cheguem aos circuitos dos telefones celulares.
Esses filtros são elementos críticos para os telefones celulares e outros equipamentos eletrônicos portáteis porque eles permitem que esses aparelhos processem os sinais com um mínimo de interferência e com um máximo de eficiência de transmissão.
A nova tecnologia micromecânica tem o potencial para permitir a miniaturização dos filtros atuais, ao mesmo tempo em que melhora seu desempenho e reduz a energia necessária para o funcionamento dos aparelhos.

Micromecânica
O microfiltro é um exemplo de MEMS, ou sistema microeletromecânico, essencialmente uma máquina em miniatura, formada por peças microscópicas. No filtro micromecânico agora desenvolvido os sinais de entrada geram uma tensão que produz uma força eletrostática, fazendo com que o dispositivo vibre.
Além da utilização em telefones celulares, os ressonadores podem ser usados como sensores químicos e biológicos em aplicações industriais e medicinais.

Memórias mecânicas
Segundo o pesquisador Jeffrey Rhoads, existe ainda a possibilidade de uso desses MEMS como uma "memória mecânica," que usaria os padrões de vibração para armazenar informações.
"O potencial para uso como memória de computador está mais a longo prazo e é mais desafiador," diz Rhoads. "Nós estamos falando sobre a possibilidade de criar comportamentos complexos a partir de subestruturas relativamente simples, como na biologia celular você pode ter um comportamento relativamente complexo combinando centenas de milhares de células simples."

Válvula magnética funciona sem energia e facilita manutenção

Cientistas dinamarqueses criaram uma válvula capaz de fechar ou desviar fluidos no interior de encanamentos sem consumir energia.
A grande vantagem da nova válvula, segundo os pesquisadores até maior do que o não-consumo de energia, é a possibilidade de sua regulagem sem a necessidade de abertura dos circuitos, facilitando a manutenção e evitando a parada das linhas de produção.

Materiais magnetocalóricos
A válvula nasceu das pesquisas feitas com refrigeração magnética, uma tecnologia que substitui os compressores das geladeiras atuais por materiais chamados magnetocalóricos, que se aquecem quando expostos a um campo magnético. Depois que eles irradiam esse calor, resfriando-se, o campo magnético é removido e sua temperatura cai novamente, só que, desta vez, dramaticamente.
Este efeito pode ser usado em um ciclo de refrigeração clássico e os cientistas já conseguiram alcançar temperaturas próximas do zero absoluto utilizando esta tecnologia.

Válvula magnética
Christian Bahl e seus colegas da Universidade Riso aproveitaram esse mecanismo para criar uma válvula magnética que funciona sem consumir eletricidade e sem requerer força mecânica externa.
O funcionamento da nova válvula se baseia em um líquido fluindo sobre um material com uma temperatura Curie conhecida - a temperatura na qual o material passa de magnético para não-magnético.
Quando a temperatura do líquido cai abaixo de sua temperatura Curie, ele é atraído por um ímã localizado no lado de fora da válvula, abrindo a passagem para o fluido. Se a temperatura sobe novamente, o material perde o magnetismo, anulando a atração do ímã externo e uma mola é suficiente para fazê-lo voltar à sua posição original e fechar novamente a válvula.

Válvulas de cerâmica
Construindo a válvula com diversos materiais, cada um com sua própria temperatura Curie, os pesquisadores conseguiram construir válvulas que operam de forma diferente a diferentes temperaturas. O resultado é uma espécie de válvula termostática de estado sólido.
Existem válvulas com princípio de funcionamento similar no mercado, mas todas utilizam eletroímãs e, portanto, exigem energia externa para funcionar.
Os protótipos funcionam em temperaturas entre 10 e 40 graus Celsius, mas os pesquisadores afirmam que o princípio poderá ser utilizado para produzir válvulas que funcionem com temperaturas desde centenas de graus até a temperatura do nitrogênio líquido, já que existem materiais com temperaturas Curie variando ao longo de todo esse intervalo.
Como são feitas totalmente em cerâmica, as novas válvulas não sofrerão corrosão e não se oxidarão quando forem postas em contato com produtos oxidantes ou corrosivos.

Criado lubrificante industrial 100% biodegradável

Pesquisadores da Universidade Huelva, na Espanha, desenvolveram uma graxa lubrificante para veículos e equipamentos industriais que não utiliza qualquer composto químico contaminante usado nos lubrificantes tradicionais.
O novo lubrificante industrial é feito à base de óleo de rícino e derivados de celulose, pertencendo a uma nova classe de materiais conhecida como "óleogel", que tira suas propriedades lubrificantes dos materiais celulósicos.

Graxa industrial verde
A "graxa verde" é "uma alternativa às graxas lubrificantes tradicionais, que geram uma poluição difícil de controlar quando elas são descartadas no meio ambiente," diz o pesquisador José María Franco, acrescentando que a graxa é 100% biodegradável.
Os lubrificantes utilizados nos equipamentos industriais são feitos de óleos sintéticos e derivados do petróleo, que não são biodegradáveis. Em sua formulação, entram ainda espessantes feitos com partículas metálicas ou com derivativos da poliuréia, uma família de polímeros sintéticos.

Poluição dos óleos e graxas industriais
Milhões de toneladas de óleos industriais e hidráulicos acabam chegando ao meio ambiente todos os anos, poluindo áreas agricultáveis, rios e chegando até o mar. Segundo os pesquisadores, os óleos minerais podem contaminar o lençol freático por até 100 anos, além de inibir o crescimento de árvores e serem tóxicos para a vida aquática.
Os óleos têm sido substituídos paulatinamente por óleos vegetais, mas até agora nenhuma solução havia sido encontrada para os espessantes metálicos, que são altamente poluidores, mas que dão às graxas industriais o seu alto rendimento.
A nova graxa verde é uma resposta a esse problema, embora os pesquisadores afirmem que ainda será necessário uma nova etapa de pesquisas a fim de aperfeiçoar seu desempenho lubrificante e antidesgaste.

De volta ao laboratório
O novo lubrificante "tem um nível de estabilidade mecânica similar ao das graxas tradicionais, e é altamente resistente a altas temperaturas, com propriedades reológicas (viscosidade) que não se alteram de forma acentuada. Contudo, nós observamos que o material é expelido [dos equipamentos] quando submetido simultaneamente a grandes forças inerciais e altas temperaturas," explica Franco.
Para que uma graxa seja utilizada em rolamentos, por exemplo, é importante que ela não vaze facilmente, o que reduziria a lubrificação e poderia levar a uma quebra do rolamento. O mesmo vale para os equipamentos hidráulicos, onde pressão e temperatura elevam-se continuamente.
Os pesquisadores vão continuar a pesquisar este aspecto a fim de encontrar um equilíbrio entre os ingredientes biodegradáveis e o desempenho da nova graxa.

Táxi elétrico sem motorista começará a ser testado em Londres

Um carro elétrico sem motorista, que vai transportar passageiros entre o terminal 5 do aeroporto de Heathrow, em Londres, e um dos estacionamentos, foi exibido nesta semana no Museu da Ciência da capital britânica.
O mesmo veículo está sendo avaliado por pesquisadores da USP em São Carlos para uso no Brasil.

Carro elétrico sem motorista
O carro é movido a bateria, gasta pouca energia e pode transportar até quatro passageiros e sua bagagem de cada vez, a uma velocidade de até 40 km por hora, em uma rota exclusiva.
Dezoito dos "táxis sem motorista" - batizados de ULTra e que se enquadram em uma categoria chamada Sistema de Trânsito Pessoal Rápido (PRT, na sigla em inglês) - vão entrar em operação no terceiro aeroporto mais movimentado do mundo em volume de passageiros já no ano que vem.
Os passageiros que subirem a bordo em uma das três estações no aeroporto vão selecionar seu destino em uma tela, dentro do veículo.
A ideia é diminuir o tráfego. O tempo da viagem entre o terminal e o estacionamento será de cerca de quatro minutos.
Desenvolvido pela empresa Advanced Transport Systems, de Bristol, o PRT deve diminuir o tempo de espera e as filas nos estacionamentos.

Menos poluente e mais eficiente
O sistema também vai diminuir as emissões de carbono e é 70% mais eficiente do que os automóveis convencionais em termos de uso de energia e 50% mais eficiente do que os ônibus tradicionais.
O novo sistema de transporte, orçado em 25 milhões de libras (cerca de R$ 76 milhões), será testado no terminal 5 do Heathrow antes que seu uso seja estendido para o resto do aeroporto.
O PRT foi criado como uma alternativa ao uso de ônibus tradicionais, ônibus de turismo e carros. A expectativa é de que cerca de 500 mil passageiros usem o serviço todos os anos.

Motor flex diesel-gasolina bate recorde de eficiência

Um motor capaz de consumir uma mistura de dois combustíveis, qualquer que seja a proporção entre eles, está muito longe de ser uma novidade, pelo menos aqui no Brasil, onde quase a totalidade dos automóveis vendidos têm motor bicombustível, capaz de consumir etanol e gasolina.
Motor flex diesel-gasolina
E que tal um motor flex capaz de trabalhar com diesel e gasolina? Engenheiros da Universidade de Madison, nos Estados Unidos, afirmam que um motor bicombustível diesel-gasolina tem um aumento de eficiência de 20% e produz níveis muito inferiores de poluentes em relação aos motores diesel tradicionais.
Embora possa parecer que a adoção de combustíveis renováveis fosse uma saída melhor também para os caminhões, o fato é que o motor diesel ainda é imbatível para o transporte de cargas. Com isso, eles continuarão rodando, e poluindo bastante, por um bom tempo. Daí o interesse na solução criada pela equipe do professor Rolf Reitz.
Dois tanques separados
Em vez de misturar os dois combustíveis no tanque, como acontece nos motores bicombustível brasileiros, a técnica consiste em usar dois tanques separados de combustível e misturar diesel e gasolina no bico injetor do motor diesel, enviando para a câmara de combustão a composição precisa para o melhor funcionamento do motor em cada condição de uso.
Essa composição, segundo os testes, variou de uma mistura 50-50 (50% de diesel e 50% de gasolina) para um motor submetido a meia-carga, até uma proporção 15-85 quando o motor foi submetido à sua potência total.
Velas de ignição líquidas
Normalmente uma mistura com 85% de gasolina não seria capaz de fazer funcionar um motor diesel, porque a gasolina é menos reativa e mais difícil de queimar do que o diesel. Os engenheiros resolveram o problema utilizando o que eles descreveram como uma "mistura de resposta rápida," que mantém o diesel na proporção mínima para que o motor continue funcionando com perfeição.
"Você pode imaginar o spray de diesel na câmara de combustão como se fosse uma coleção de velas de ignição líquidas, que incendeiam as gotículas de gasolina," diz Reitz. "A nova estratégia altera as propriedades do combustível misturando-os no interior da câmara de combustão para controlar precisamente o processo de combustão, baseando-se na quantidade e momento que o diesel é injetado."
Eficiência térmica do motor
O processo funciona elevando a eficiência do motor, que passa a retirar mais energia do combustível. A temperatura de funcionamento é cerca de 40% mais baixa do que em um motor diesel convencional, o que diminui a perda de energia por meio da geração de calor.
Os melhores resultados obtidos em laboratório mostraram uma eficiência termal do motor diesel de teste de 53%, superior ao mais eficiente motor em uso atualmente, um gigantesco motor turbinado de dois tempos usado em navios, que alcança 50% de eficiência termal.
Química da combustão
Além disso, o controle preciso da mistura entre os dois combustíveis otimiza a "química da combustão," segundo Reitz, o que se traduz em menos combustível não queimado saindo pelo escapamento e menos gases poluentes.
O pesquisador afirma que, se a técnica fosse aplicada a todos os motores diesel em uso nos Estados Unidos, isso representaria uma economia de combustível de 33%.
Embora tenha sido testado apenas em motores diesel, o engenheiro afirma que a tecnologia também pode ser utilizada no sistema de injeção eletrônica dos motores a gasolina. Os motores a gasolina usados hoje têm uma eficiência termal de cerca de 25%.

Novo acessório para câmera digital dispensa fotógrafo

O "fotógrafo pessoal" Party-shot (IPT-DS1), da Sony, é uma base giratória para a câmera digital que pode ser montada em qualquer tripé. Ao ser acionada, a base gira 360° e se inclina em até 24° para tirar fotos automaticamente.
O acessório será lançado em setembro nos Estados Unidos e é compatível apenas com dois modelos de câmeras da Sony (DSC-WX1 e DSC-TX1). A base é movida a duas pilhas padrão AA que duram, segundo a Sony, até 11 horas. Um adaptador de tomada será vendido como opcional.
O Party-shot usa o processador de imagem das câmeras para detectar rostos e sorrisos para descobrir quando é a melhor hora do disparo e tentar garantir as melhores fotos espontâneas. A Sony diz que o Party-shot ainda consegue ajustar a composição melhor das fotos, por conta da inclinação e ângulo da câmera.
O acessório vai custar US$ 150. A base também poderá ser ligada no televisor para mostrar as fotos

Estudantes americanos desenvolvem carro para cegos

Em um futuro não muito distante será um evento normal ver um cego dirigindo um carro, se depender dos universitários do Instituto Politécnico de Virgínia, nos Estados Unidos. Graças a eles, vinte pessoas cegas tiveram a oportunidade de dirigir carros feitos especialmente para elas.
O evento aconteceu no estacionamento da Universidade de Maryland para um encontro de 200 jovens deficientes visuais e foi promovido pela Federação Nacional para os Cegos. O objetivo, segundo o site ABC News foi encorajar alunos do ensino médio a seguirem carreiras em tecnologia e ciência.
O Instituto Politécnico de Virgínia foi a única universidade a entrar no desafio da Federação e construir um carro que permitisse aos cegos dirigir. O pedido foi feito em 2006, e o carro foi apresentado agora, garantindo um prêmio de US$ 3 mil aos alunos responsáveis pelo projeto.
O "buggy" montado utiliza um sensor a laser que lê a estrada à sua frente, um colete vibratório vestido no motorista indica a velocidade e diz quando parar e um headset envia comandos de voz indicando qual direção deve ser tomada, noticiou o site Examiner.
Sensores também identificam objetos muito próximos e interrompem o funcionamento do motor caso calcule que o motorista não consiga desviar a tempo. De acordo com o jornal Washington Post, a velocidade máxima estipulada inicialmente pela equipe foi de aproximadamente 25 km/h.
"Queremos que os cegos dirijam, não que sejam dirigidos" declarou Matt Lippy, um dos nove membros da equipe que projetou o veículo, que parece ter agradado ao seu seleto público. Ishaan Rastogi, estudante cego de 15 anos, o primeiro a testar o veículo, aprovou: "Um dia estaremos na estrada com eles" disse.
Um primeiro teste já havia sido realizado em maio com três cegos que nunca haviam dirigido um carro, e nenhum cone do percurso foi derrubado. Os cegos foram melhores do que os membros da equipe, que tentaram dirigir com os olhos vendados. Para Lippy isso aconteceu porque motoristas experientes tendem a seguir seus próprios instintos e não confiam nos sinais do computador.
Por ser um modelo muito cru ainda, o próximo passo da equipe é desenvolver um mapa que os cegos possam interpretar e também resolver problemas apontados pelos próprios motoristas: como encontrar o carro no estacionamento e como encontrar o positivo e o negativo da bateria quando essa precisar ser recarregada.